Categorias: Política

Deputado acusado de racismo e homofobia é indicado para presidir Comissão de Minorias

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 Defensores de direitos humanos e minorias estão indignados e agitadíssimos desde a tarde de ontem. O Deputado Marco Feliciano, que ficou “famoso” em 2011 por fazer comentários racistas e homofóbicos nas redes sociais (veja reportagem acima do Correio Braziliense), foi indicado para presidir a CDHM- Comissão de Direitos Humanos e Minorias no Congresso Nacional.

A manobra é creditada ao fato do PT, que ocupava a presidência da Comissão, ter aberto mão dela para o PSC- partido da base aliada ao governo de Dilma Rousseff.

No Facebook, o Deputado Jean Wyllys, escreveu que o fato de Feliciano ocupar a presidência da CDHM “descaracteriza a Comissão, mata sua essência e compromete sua história.” O deputado do PSOL- SP ainda completou: “o fato mostra o quanto o PT está comprometido mais em se manter no poder do que com a defesa dos Direitos Humanos de minorias.”

Até para a deputada petista Erika Kokay (PT-DF), ex-vice-presidente da CDHM, a escolha do pastor Feliciano marca uma fase “obscura” do colegiado: “Corremos o risco de mergulharmos no obscurantismo e negarmos a história da comissão. (O nome de Feliciano) não nos tem dado segurança. Posturas homofóbicas e racistas atentam contra os princípios básicos dos direitos humanos”, disse ao Estadão.

Eu, como já disse aqui várias vezes, sou a favor da “convivência” entre pessoas que pensam diferente. Os dias que correm, e como correm, produzem uma sensação de urgência e favorecem as tendências fundamentalistas, o que prejudica o discernimento e a tolerância para conviver e debater diferentes visões e pontos de vista. Mais que a tentação do demônio, os dias atuais nos colocam diante da dificílima tarefa de resistir à tentação de sermos donos da verdade. A colocação de uma figura mercurial e fundamentalista- para dizer o mínimo sobre o estilo bufão, assertivo e arrogante de Feliciano- certamenta não conduzirá a Comissão de Direitos Humanos e Minorias a um bom debate.

Deixo claro: discordo mas respeito as opiniões do Deputado e pastor Marco Feliciano. Ele é um legítimo representante de brasileiros que o elegeram deputado. Apenas não creio que ele seja uma pessoa equilibrada o bastante para presidir a Comissão. Por isso, estou assinando a petição que pede a imediata destituição do Deputado Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados.

 

 

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