Categorias: Política

Depois do péssimo 2014, Cássio inicia 2015 com perdas e derrotas

Semana passada escrevi, aqui e no meu blog, o www.carlosmagno.com.br, sobre o sentimento do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) em relação a 2014, um ano que ele quer esquecer completamente, apagar mesmo de sua vida pública. Foi um ano de muitos erros, rompimento impensado e tantas outras coisas que lhe levaram a obter a sua primeira derrota nas urnas, em toda a sua vida política.

Falei que o ano de 2015 não ia bem porque começava a tomar corpo uma perda enorme para ele e para o PSDB, seu partido: a prefeitura de Campina Grande. Com a cada vez mais certa saída do prefeito Romero Rodrigues do PSDB – pelos motivos aqui já expostos – o partido perde o comando da principal cidade do interior do Nordeste, onde o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato do PSDB derrotado para a Presidência da República, teve a sua vitória mais emblemática.

Mas 2015 está só começando e eis que vem o mês de fevereiro e Cássio já amarga outra derrota: a do seu candidato à presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado estadual Ricardo Marcelo (PEN). Cássio, até que estava meio ausente da articulação para reeleger o presidente da Casa de Epitácio Pessoa mas na reta final colocou seu nome em jogo, veio à Paraíba, reuniu deputados, articulou e… perdeu!

Tem mais. Todos sabem da extrema relação de Cássio com o senador Aécio Neves. Amigos de longas datas, companheiros em Brasília dentro e fora do parlamento, uma vitória de Aécio significa, por tabela, vitória de Cássio também. E a derrota de Aécio também é derrota para Cássio. Foi assim em 2014, quando Aécio perdeu para Dilma na corrida pela presidência da República e está sendo agora também.

É que o candidato de Aécio à presidência do Senado – que contou com o apoio e o voto de Cássio – senador Luis Henrique, perdeu para o peemedebista Renan Calheiros. Na Câmara, Eduardo Cunha venceu com o apoio dos tucanos, sob o discurso da independência, mas um dia após a eleição disse que mantém a independência, mas terá uma “boa e harmoniosa relação” com o Palácio do Planalto.

Em Brasília, na Paraíba e em Campina Grande; no Executivo e no Legislativo; no Senado e na Câmara, Cássio começa o ano sem muita sorte. De bom mesmo, a notícia de que Cássio está cuidando bem da saúde. São visíveis os quilinhos a menos, fruto de uma alimentação mais saudável que adotou e de exercícios diários, sobretudo no Parque da Cidade, em Brasília, onde o encontrei esta semana numa agradável caminhada.

E agora, o que esperar dos próximos 11 meses do ano? De perdas, Cássio só quer mesmo é a baixa dos ponteiros da balança…

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