O processo que tramita na Justiça Federal do Estado contra o senador Roberto Cavalcanti (PRB), acusado de participar de um esquema de fraudes contra a Previdência e que responde a processo por crimes de corrupção ativa, formação de quadrilha, estelionato e uso de documento falso, deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à posse de Cavalcanti no Senado.
Contra o senador pesa a suspeita de pagar propina para livrar a Indústria e Comércio de Materiais Plásticos (Polyutil) de débitos previdenciários, abrindo caminho para a empresa contrair empréstimo de R$ 18,8 milhões na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O esquema foi feito com a ajuda de ex-servidores da Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN), segundo o Ministério Público Federal.
As irregularidades na PFN, de acordo com os investigadores, consistiam na redução ou cancelamento ilícito de dívidas contraídas e inscritas junto à União. As irregularidades englobam o período de 1995 a 1999. Segundo o Ministério Público, o esquema teria beneficiado 88 pessoas jurídicas (na maioria) e físicas, incluindo a Polyutil, cuja dívida seria superior a R$ 25 milhões. A descoberta do esquema fraudulento resultou na reativação de mais de R$ 112 milhões em débitos.
Da Redação








