Delegados amargam perda individual de até R$ 3,6 mil em 2009 por rejeição à proposta do governo anterior
Os delegados de polícia da Paraíba podem entender de segurança. Mas não se pode dizer o mesmo quando o assunto é negociação salarial. Por rejeitarem a proposta do governo anterior e insistirem em negociar com o governo Maranhão nova porcentagem de reajuste salarial, os delegados da Paraíba já vão acumulando perdas que chegam, individualmente, a R$ 3,6 mil em 2009.
É o que mostra quadro referente à proposta apresentada no governo Cássio, rejeitado no início do ano pela categoria.
Pela proposta, dada nos meses do governo passado, os delegados teriam direito a um aumento total de 20%, concedidos separadamente nos meses de abril, junho, setembro e dezembro.
Por não aceitarem, os delegados deixaram e deixarão de receber os meses negociados no governo anterior enquanto insistem em negociar aumentos maiores com o atual governo.
Somente o delegado de nível especial, as perdas acumuladas chegarão a R$ 3.605,52, incluindo os meses de junho, setembro, dezembro e décimo terceiro. Os outros níveis também registrarão perdas. O delegado de início de carreira deixará de embolsar R$ 2.713,00 até o final do ano. O delegado de nível B cerca de R$ 2,9 mil e nível C R$ 3,1 mil.
Os delegados estão aguardando uma contraproposta do governo atual, que ficou aprazada para esta quarta-feira. Pela lógica, não poderão aceitar menos que 10% de aumento para que, junto com os 10% concedidos em lei, some ao menos os 20 % totais prometidos pelo governo anterior.
Caso acatem 10% de reajuste, os delegados poderão exigir o retroativo, alegando que deixaram de receber.
O problema é que os policiais civis (peritos, agentes, escrivães, motoristas, papiloscopistas etc) já anunciaram que também vão fazer uma paralisação de advertência. Eles já disseram que não aceitarão nada abaixo do que for negociado com os delegados.
Nos batalhões da Polícia Militar, diz-se que já uma movimentação idêntica.
ENTENDA O CASO
Em 2008, para conter grande greve dos delegados, o governo anterior enviou lei para Assembléia Legislativa garantindo 20% de aumento à categoria. O reajuste seria concedido em quatro partes. Em abril e setembro de 2009 e em abril e setembro de 2010.
Os delegados aceitaram e finalizaram o movimento. No entanto, após aumento dado aos procuradores do Estado, a categoria achou por bem reivindicar melhores salários alegando que o todo o quadro jurídico do governo deveria ser tratado da mesma forma.
Entraram numa segunda greve. Para conter, o governo resolveu antecipar os 20% de aumento para 2009, prometendo concede-los em abril, junho, setembro e dezembro.
Os delegados preferiram rejeitar e estão até hoje negociando com o governo Maranhão.
PB Agora
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