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De olho no Senado, Azevêdo vê polarização travar o país: “Os grandes problemas estão ficando de lado”

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Ainda durante o programa Hora H, da TV Norte-PB, apresentado pelo jornalista Heron Cid, o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), também fez duras críticas aos conflitos institucionais entre o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Presidência da República. Em entrevista exibida nesta segunda-feira (30), o gestor afirmou que o Legislativo precisa de “um freio de arrumação” e alertou que os principais problemas enfrentados pela população estão sendo deixados em segundo plano.

Pré-candidato ao Senado Federal, João Azevêdo avaliou que o ambiente de disputas e polarização política tem impedido o avanço de pautas estruturantes para o país. “O que nós estamos vendo no Congresso hoje são disputas de grupos, enquanto os grandes problemas nacionais ficam de lado. O Brasil não tem um grande projeto de desenvolvimento por conta dessa polarização”, afirmou.

Segundo o governador, há um desequilíbrio entre as atribuições dos Poderes, com o Congresso, em alguns momentos, tentando assumir funções do Executivo, enquanto o STF acaba legislando diante da omissão do Parlamento. “É o Congresso aprovando medidas de retaliação contra este ou aquele poder, e o povo? Aquilo que realmente interessa para a vida das pessoas fica sempre colocado de lado”, criticou.

João Azevêdo também defendeu que temas estratégicos para o país, especialmente para o Nordeste, voltem ao centro do debate político nacional. Alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador destacou o potencial da região na geração de energias renováveis, setor que, segundo ele, enfrenta uma crise pouco debatida.

“O Nordeste tem um potencial gigantesco para crescer na área de energias renováveis, mas hoje vive uma crise enorme. Há empresas de energia eólica quebrando porque faltou planejamento, linhas de transmissão e porque o sistema nacional não permite ampliar a geração para não comprometer a rede”, explicou.

Ao concluir, Azevêdo afirmou que pretende levar essa visão para o Senado, caso confirme a candidatura em 2026, e reforçou o compromisso com a base do governo federal. “Quero levar essas discussões para o Senado e contribuir, junto com o presidente Lula, para a construção de um país mais justo, como ele me propôs recentemente”, finalizou.

Redação

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