Desde que começou o segundo turno das eleições, os assuntos religiosos passaram a dominar um debate que, no primeiro turno, passou à margem de temas polêmicos – para não usar termos mais pesados. Na internet, na TV, nos jornais, no rádio e em panfletos, vimos histórias de candidatos e candidaturas com referências a Hitler, à Umbanda, a ateus, pagãos, ‘forças ocultas’ e, o mais leve de todos – imaginem – o aborto.
Não me surpreende a informação de que a história de Hitler – uma das referências feitas a um dos candidatos aqui na Paraíba – esteja ligada às tais ‘forças ocultas’, que estão no centro do debate político local. Há registros que falam das intenções dos principais seguidores de Hitler e de homens de sua confiança de simplesmente substituir o Deus Cristão por outros deuses, ligados a doutrinas religiosas diversas.
É aí que vemos as coincidências, com o debate, aqui na Paraíba, em torno da luta do Deus no centro de todas as coisas versus as tais ‘forças ocultas’ que estariam para imperar no Estado, a depender do resultado das eleições deste ano. A história das estátuas, da consagração de João Pessoa a estas forças, do poder do Candomblé e do ocultismo sobre o Cristianismo e de supostos pactos envolvendo ciências distantes da Fé Cristã nos levam a perceber infelizes coincidências entre as histórias de Hitler e o que vemos hoje, na Paraíba.
Em 1934, no livro “Nazismo: um assalto à civilização” é apresentado que, no dia 30 de Julho de 1933, mais de cem mil nazistas tinham-se reunido em Eisenach para declarar querer tornar “a origem germânica a realidade divina”, restaurando Odin, Baldur, Freia e os outros deuses teutônicos nos altares da Alemanha – Wotan deveria estar no lugar de Deus e Siegfried no lugar de Cristo. Nesses rituais, o Deus Pai e o seu Cristo eram substituídos por esse panteão pagão.
Em que pese a Igreja ainda não ter se pronunciado oficialmente, aqui na Paraíba, sobre todos estes temas que estão sendo tratados, à época foi diferente. Em 1937, o Papa Pio XI publicou uma encíclica de condenação ao Nazismo, afirmando: “Damos graças, veneráveis irmãos, a vós, aos vossos sacerdotes e a todos os fieis que, defendendo os direitos da Divina Majestade contra um provocador neopaganismo, apoiado, desgraçadamente com freqüência, por personalidades influentes, haveis cumprido e cumpris o vosso dever de cristãos”.
Nestes termos, infere-se que pode estar em curso um movimento da Igreja atual para dar cabo de todo esse debate, restabelecendo a Ordem Divina das coisas e determinando que o nosso Deus, Senhor e Salvador, retome o centro de todo e qualquer debate. Se isto não ocorrer, poderemos enveredar por um caminho adverso, totalmente desvirtuado de tudo o que nos é posto no dia a dia. Afinal, somos ou não somos uma nação cristã?
Que este artigo sirva, pelo menos, de apelo aos que tentam sobrepor a força do Bem sobre as tais ‘forças ocultas’. É bom que reflitamos sobre o que diz a Palavra de Deus:
“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução”. (Prov.1:7)
“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”. (2 Pedro 2:1-4)







