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Crônica: Zé Maranhão e o tablado da vida que não o esquecerá

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Afinal, o que é a vida? E após seu findar, o que ocorrerá? Não, não há uma resposta absoluta para essas questões. As variantes são diversas, mutáveis. Conceitos filosóficos, religiosos, sociológicos, políticos, antropológicos de forma macro não são suficientes para explicar esse belo espetáculo concedido pela própria natureza.

Um espetáculo que baila a cada minuto, a cada segundo. O ponto de partida após a placenta, e seu final no derradeiro suspiro. Átomos que se aglutinam, dissipando-se após; seguindo o curso normal da história. A história de cada um de nós.

E nessa trajetória terrena, somos todos iguais. Alfa e Ômega. Começo e fim. Não apenas letras do alfabeto. Alfabeto grego clássico e sua lógica crescente que busca explicação para a vida e morte. Morte e vida Severina. Vida e morte tão bem contada por João Cabral de Melo Neto, que agora José Maranhão conhece. Morte e vida de todos nós. Algo sublime em rito de passagem divino e natural.

E nesse traçado, pouco interessa o conceito do que está por trás da cortina, do teatro da vida e seu tablado mágico. O que necessariamente importa é a construção da história de cada um. Do legado deixado pelo ator quando, finalmente, deixa o palco. Aposenta-se e vai para seu repouso no camarim celeste.

Sim, esse repouso chegará para todos nós. Mas antes de sair de cena, a “physis”, algo primário, fundamental e permanente será mantido. Sempre será! Ensinamentos serão deixados para as novas gerações.

José Maranhão, enquanto esteve conosco, acrescentou mais um ponto, melhor dizendo, outros pontos mais no livro da história, história essa não apenas da Paraíba, mas de um país como um todo.

Amou e foi amado. Errou, enquanto humano. Mas acertou bem mais na ampulheta do tempo. Dedicou sua vida à família e ao próximo. Político foi, e com esmero. E hoje? Bem, hoje deixa o tablado, mas permanecerá no palco da memória de cada um que ele beneficiou, seja de forma direta ou indireta. Morte e vida. Começo e fim. Alfa e ômega. Eis a beleza da mãe natureza que o “Mestre de obras” já descobriu.

 

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