A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Postos, instalada na Câmara Municipal de João Pessoa, atravessa momentos de tensão e instabilidade. Cinco dos sete vereadores que integram o colegiado protocolaram um requerimento solicitando a saída do presidente, vereador Raoni Mendes (DC), e a eleição direta de um novo comandante para os trabalhos.
Assinaram o pedido os vereadores Fábio Lopes (PL), Fábio Carneiro (SD), Mikika Leitão (Republicanos), Guguinha Moov Jampa (PSD) e Jailma Carvalho (PSB). Apenas Raoni e o relator, Tarcísio Jardim (PP), não endossaram a solicitação.
Na justificativa, Fábio Carneiro destacou que as declarações públicas de Raoni em defesa de empresários do setor de combustíveis colocam em dúvida a imparcialidade da condução da CPI.
“O presidente e o relator precisam ser 100% imparciais, receber todos os requerimentos, colocar em votação e agir de forma transparente e democrática”, afirmou Carneiro.
Já o vereador Guguinha recordou pronunciamentos de Raoni em plenário, quando teria minimizado a possibilidade de cartel no setor. Ele cobrou neutralidade na presidência e chegou a ameaçar deixar a comissão caso o atual presidente permaneça no cargo.
Raoni, por sua vez, reagiu de forma dura. Encerrando a reunião às pressas, classificou o movimento como “perda de tempo” e avisou que não abrirá mão da presidência.
“Fui designado para presidir e só saio por decisão da Justiça. Não se pode fazer pré-julgamento da minha condução antes de qualquer ato irregular”, afirmou.
O relator, Tarcísio Jardim, buscou acalmar os ânimos e reforçou que o foco da CPI deve ser a investigação do setor de combustíveis.
“Nosso trabalho é apurar indícios e fatos concretos. Não podemos transformar a comissão em palanque político”, declarou.
A CPI dos Postos foi instalada após requerimento do vereador Guguinha Moov Jampa para investigar possíveis práticas abusivas e formação de cartel nos preços dos combustíveis em João Pessoa.
PB Agora








