Categorias: Política

“Continuar não é repetir”, diz Dilma como candidata

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A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT a presidente da República, disse hoje (7.dez.2009) em entrevista à rádio Jovem Pan que o próximo governo mudará “o patamar de onde se partiu”. Para ela, “continuar não é repetir”.

 

Sem negar que já seja candidata do PT à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra deu indicações de qual será o tom da campanha de 2010. Confirmou que o mote eleitoral possível é o que vem repetindo nas propagandas regionais do PT: “É possível avançar ainda mais. O presidente Lula já nos ensinou o caminho”.

 

Indagada sobre quem prefere que seja o candidato do PT para o governo de São Paulo para ajudá-la na campanha presidencial, respondeu sem negar que seja candidata. Entrou diretamente no assunto.

 

“Eu acredito que esse processo é um processo que apenas se iniciou” respondeu Dilma sobre a sucessão ao governo paulista e sobre quem a beneficiaria mais na disputa pelo Planalto. O PT tem vários nomes: Antonio Palocci, Marta Suplicy, Emídio de Souza, Eduardo Suplicy, Arlindo Chinaglia e Fernando Haddad. Há também a possibilidade de Ciro Gomes (PSB) ser o nome apoiado pelos petistas.

 

Embora tenha finalizado afirmando que preferia “passar” essa pergunta, Dilma fez antes uma reflexão a respeito. Ao ser confrontada com a lista de nomes do PT para a disputa paulista, respondeu: “Depende. Hoje, nós temos uma preferência, basicamente, o presidente Lula tem uma preferência inequívoca por Ciro Gomes [para disputar o governo paulista] Esse é um processo que ainda tem muitas incógnitas (…) Depende de como isso vai se desdobrar daqui até março para que gente possa ver como vai fechar essa equação. (…) É difícil eu dizer que prefiro A ou B. Tenho amigos… Inclusive o ministro Ciro Gomes [a quem] tenho na lista de dileto amigo”. Para Dilma, agora, seria prematuro “externar quem seria o melhor nome” para representar o PT na eleição estadual em São Paulo –e para ajudá-la na disputa ao Planalto.

 

Durante a entrevista, a ministra também foi perguntada diretamente se o atual escândalo chamado de “mensalão do DEM”, em Brasília, ajudaria a candidatura dela a presidente.

 

Novamente sem negar que esteja em campanha ou que seja candidata, Dilma respondeu não acreditar “que uma candidatura se constrói de maneira negativa, sobre os erros dos outros”.

 

Quando o assunto foi a possível candidatura de Ciro Gomes ao Palácio do Planalto, Dilma declarou enxergar uma “imensa dificuldade de uma 3a via em 2010”. Disse que “é inequívoco que o governo terá uma candidatura em 2010”, mas que deve “haver um nível de afunilamento” nos nomes apresentados.

 

“A candidatura que o presidente apoiar” será a candidatura que “representará esse pólo” de poder hoje representado pelo PT no Planalto. Disse que ser candidato a presidente para representar esse grupo “não é questão de vontade política” e que haverá “uma dinâmica polarizada”.

 

A ministra falou um pouco sobre economia. Para ela, “não existe a menor possibilidade de a gente achar que a inflação saiu do controle”. Por esse motivo, “as razões para ter aumento de juros a gente não está vendo”. Foi um recado sobre como deseja a política monetária daqui para frente –repetindo a eterna fricção entre o Planalto e o Banco Central a respeito de qual seria o patamar ideal para a taxa de juros.

 

Dilma sinalizou, como já seu costume, que a fase do Estado mais presente na economia está de volta para ficar. Disse que nas últimas décadas “o país não tinha estrutura de realização”. Para ela, “parou-se de fazer projeto no Brasil” porque vigorava o conceito segundo o qual “planejar era algo dinosáurico”. O governo precisa, segundo ela, “estabelecer metas, procedimentos claros” e não deixar a necessidade de conter o déficit “decidir” sobre como fazer os investimentos.

 

Tudo registrado, Dilma Rousseff está mais candidata a presidente do que nunca.

 

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