Por pbagora.com.br

O médico Eduardo Cunha (presidente do Conselho Estadual de Saúde, na foto ao lado) está comemorando mais uma vitória dele contra a secretária de Saúde da prefeitura municipal de João Pessoa, a farmacêutica Roseana Meira.

O Caso dos Cardiopatas

Um dos motivos para tanta festa é a solução encontrada na Justiça para os constantes casos envolvendo pacientes cardiopatas em situação de alto risco (inclusive de morte), que custavam no Paraná, para onde eles eram transferidos por avião, em torno de R$ 140 mil por cada tratamento, mas que agora custam apenas R$ 8 mil, aqui mesmo na Paraíba, através do credenciamento do HU (Hospital Universitário da UFPB) e do Arlinda Marques (unidade de saúde mantida pelo Governo do Estado).

Ganhando queda-de-braço

O gostinho de vitória advém do fato de Eduardo Cunha ter conseguido ganhar a queda-de-braço mantida pelo Conselho Estadual de Saúde contra a secretária Roseana Meira, que não queria aceitar a maneira como foi proposta a negociação financeira necessária para resolver este problema específico, de natureza grave, aparentemente insolúvel.

Impasse solucionado

Por intervenção do Ministério Público Federal, que obrigou a prefeitura municipal a fazer a pactuação desses casos de cardiopatas na Comissão de Gestão Bipartite é que, finalmente, todos os impasses foram solucionados.

De bem com o Estado

Estas observações são válidas, porque ao contrário do mau relacionamento com a PMJP, o Conselho Estadual de Saúde se dá muito bem com o atual secretário de Saúde do Estado, médico-sanitarista José Maria de França, assim como se dava igualmente bem com o secretário anterior, cirurgião Geraldo Almeida.

Barraco esportivo

Ainda repercute muito mal junto à comunidade esportiva da Capital, o cancelamento do campeonato de futsal conhecido com o nome de Taça Brasil de Clubes, na categoria Sub-15, que deveria ter acontecido durante toda esta semana, desde quarta-feira passada, no ginásio do Colégio Marista Pio Décimo.

Bronca alvirrubra

A confusão foi gerada pela equipe do Esporte Clube Cabo Branco, campeã paraibana de futsal em 2009, que ficou fora do torneio porque o presidente da Federação Paraibana de Futsal, bancário Geraldo Magela, não entregou a documentação dos atletas dentro do prazo estipulado pela Confederação Brasileira de Futsal – Futebol de Salão (CBFS), conforme alegam os queixosos, entre professores, pais de alunos e atletas-mirins.

Liminar impede abertura

Primeiramente, a competição teve sua abertura impedida pela presença de um Oficial-de-Justiça, que de posse de uma ordem expedida pelo plantonista de uma das Varas Cíveis da Comarca da Capital e acompanhado por uma guarnição formada por solados da Polícia Militar, determinou o cancelamento da solenidade festiva, frustrando o público que compareceu ao ginásio do Pio Décimo, na noite do feriado (Dia de Tiradentes).

Procon ajuda a tumultuar

Depois, a competição foi novamente inviabilizada, já no dia seguinte, pela presença de fiscais do Procon Municipal, que interditaram o ginásio por conta da falta de tabuletas e placas contendo os preços dos produtos comercializados entre os torcedores, como refrigerantes e sanduíches.

Má repercussão nacional

O vice-presidente administrativo da Confederação de Futsal, Hideraldo Santana, que esteve jantando com Geraldo Magela no restaurante Olho de Lula, localizado na praia do Cabo Branco – ironicamente, por extrema coincidência do destino – me disse que não aceitará a imposição da liminar, pedindo que seja feita uma nova tabela, com a inserção do time infantil do Esporte Clube Cabo Branco, dentro de dez dias.

Confusão na Justiça

Segundo ele, o time paraibano foi eliminado pela Confederação Brasileira da modalidade por não ter inscrito o número mínimo de oito atletas dentro do prazo estipulado. A devolução da taxa de inscrição paga pelo ECCB será feita por via judicial, na forma da legislação desportiva em vigor.

Mais de 140 turistas revoltados

O pior de todo esse rolo, que deveria ficar restrito ao mundo esportivo, é que acabaram saindo prejudicados cerca de 140 visitantes vindos de outros Estados, que estavam hospedados nos apartamentos do Ouro Branco Praia Hotel, localizado no bairro de Tambaú, exclusivamente para participarem do campeonato.

Visitantes voltam de ônibus

Único clube pernambucano na disputa, o Náutico do Recife voltou à capital do Estado vizinho na tarde da quinta-feira passada, viajando de ônibus fretado especialmente para transportar a delegação. Quem também já retornou à sua cidade de origem foi a equipe do Sumov, oriunda de Fortaleza-CE.

Marketing é prejudicial

Tudo isso pegou muito mal para a imagem do esporte e do turismo daqui, que já são considerados deficientes, quando comparados em escala nacional ou regional com as demais unidades da federação brasileira.

Incêndio se espalha logo

Lamentável, pois essa é a típica situação gerada por um simples detalhe que teve seus efeitos propagados de maneira generalizada, provocando prejuízo, perdas e danos para quase todo mundo envolvido na organização do evento.

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