Categorias: Política

Confira o perfil dos ministros e presidentes de estatais do governo de Dilma Rousseff

Advocacia-Geral da União – Luiz Inácio Lucena Adans

Advogado-geral da União do governo Lula, Adans permanece no cargo com a missão de blindar o governo Dilma contra a munição pesada da oposição na Justiça, esperada para o primeiro ano de mandato da nova presidente. Adans. Foi Procurador-Geral da Fazenda Nacional (PGF) e secretário Executivo Adjunto e consultor jurídico do ministério do Planejamento.

Casa Civil – Antonio Palocci

Ex-ministro da Fazenda de Lula – que perdeu o cargo após o escândalo da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa – foi um dos homens fortes da campanha de Dilma, ao lado de José Eduardo Cardozo e José Eduardo Dutra (os "três porquinhos", como ela mesma disse). Palocci tem bom trânsito junto ao empresariado.
Controladoria Geral da União – Jorge Hade

Foi mantido no cargo que assumiu em 2006, no governo Lula. Participou da Assembléia Nacional Constituinte, quando era deputado federal. Foi prefeito de Salvador.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Helena Chagas

Sem filiação a partido político, Helena foi assessora de Dilma durante a campanha eleitoral e uma de suas mais fiéis escudeiras. Chegou, inclusive, a acompanhá-la à Coreia do Sul, na primeira viagem internacional como presidente eleita.

Secretaria de Direitos Humanos – Maria do Rosário

Deputada federal pelo PT-RS, foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Na campanha eleitoral de 2008 – em que disputou a prefeitura de Porto Alegre e perdeu para José Fogaça, do PMDB, que foi reeleito – teve grande apoio da então ministra Dilma Rousseff.
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social – Luiza Helena de Bairros

Uma das principais líderes do movimento negro no Brasil, a socióloga sai da secretaria de Igualdade Racial da Bahia para o ministério de Dilma. Já trabalhou em programas da ONU e do governo britânico contra o racismo.
Secretaria de Políticas para Mulheres – Iriny Lopes

Cumpriu dois mandatos como deputada federal do Espírito Santo. Na Câmara dos deputados, foi duas vezes presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e integrou o Conselho de Ética.

Secretaria-Geral da Presidência da República – Gilberto Carvalho

Muito próximo a Dilma e Lula, de quem foi chefe de gabinete. Durante a campanha eleitoral, Carvalho, ex-seminarista, fez a intermediação entre Dilma e setores da Igreja, inquietos com a posição da então candidata sobre aborto.

Secretaria de Assuntos Estratégicos – Moreira Franco

Ocupou a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal até deixar o cargo, em julho, para se dedicar à campanha de Dilma. Foi governador do Rio, prefeito de Niterói e assessor especial do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Fazia oposição ao governo Lula no início e chegou a integrar o grupo chamado de "viúvas de FH", ao lado de Geddel Vieira Lima e Michel Temer.
Secretaria de Relações Institucionais – Luiz Sérgio

É presidente do PT-RJ e ex-prefeito de Angra dos Reis (RJ). Na década de 80, foi um dos fundadores do PT, mas só passou a chamar atenção na época do mensalão, quando desempenhou papel importante na defesa do partido. Eleito para o quarto mandato na Câmara dos Deputados, começou na política nos tempos em que ainda exercia a profissão de matalúrgico e foi presidente do sindicato em Angra dos Reis.
Secretaria de Segurança Institucional – General José Elito Carvalho Siqueira

Ingressou nas Forças Armadas com 20 anos e atualmente é o chefe de Preparo e Emprego do Ministério da Defesa. Foi comandante da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, em 2006 e 2007, e chefe de Segurança do governo Fernando Henrique Cardoso.
Secretaria de Portos – Leônidas Cristino

Era prefeito de Sobral (CE), quando aceitou o convite para o ministério, indicado por Ciro e Cid Gomes (PSB). Leônidas, que é engenheiro, foi secretário de Transportes, Energia, Comunicações e Obras do Ceará, no governo de Ciro. E foi duas vezes eleito deputado federal.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Wagner Rossi

Aliado do vice-presidente, Michel Temer, foi presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), onde distribuiu mais de 20 cargos entre políticos e amigos. Assumiu o ministério em 31 de março de 2010, no governo Lula, em substituição a Reinhold Stephanes, que deixou o cargo para se candidatar a deputado federal.
Ministério das Cidades – Mário Negromonte

Reeleito para o quinto mandato de deputado federal pela Bahia, Negromonte é também vice-presidente Nacional do Partido Progressista e foi presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara. Entrou na política pelo PMDB, em 1986, e já passou pelo PSDB e PPB.

Ministério da Ciência e Tecnologia – Aloizio Mercadante

Eleito senador pelo PT em 2002, foi líder do partido na Casa durante o governo Lula. Disputou a última eleição para o governo de São Paulo, mas foi derrotado pelo tucano Geraldo Alckmin. Em 2009, chegou a anunciar no Twitter que renunciaria à liderança do partido no Senado por discordar do arquivamento das denúncias contra José Sarney no Conselho de Ética, mas voltou atrás após conversar com Lula.

Ministério das Comunicações – Paulo Bernardo

Deputado federal por três mandatos, foi ministro do Planejamento do governo Lula de março de 2005 até o fim do governo. Chamado por Lula de "Dilmo da Dilma", é visto como uma espécie de curinga da presidente eleita e teve seu nome sugerido também para a Casa Civil.
Ministério da Cultura – Ana de Hollanda

Filha de um dos fundadores do PT, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda, mas sem vínculo direto com partido, Ana sai do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio, onde era vice-diretora, para ser ministra de Dilma. A cantora e irmã de Chico Buarque já foi secretária de Cultura de Osasco-SP e coordenadora de música da Funarte, no Rio.

Ministério da Defesa – Nelson Jobim

Filiado ao PMDB, foi ministro da Justiça e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no governo Fernando Henrique. Em 2007, assumiu o lugar de Waldir Pires no Ministério da Defesa, que saiu após a crise no setor aéreo e o acidente com o avião da TAM.
Ministério do Desenvolvimento Agrário – Afonso Florence

Indicado para o ministério pelo governador da Bahia, Florence foi secretário de Desenvolvimento Urbano de Jaques Wagner. Em 2010, o historiador foi eleito deputado federal. É da corrente petista Democracia Socialista (DS) que não aceitou perder a pasta.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – Fernando Pimentel

Amigo pessoal de Dilma desde os tempos de militância estudantil, o ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Fernando Pimentel será ministro após ser derrotado na disputa ao Senado. Ele foi obrigado a abrir mão da candidatura ao governo de Minas em 2010 para apoiar o candidato do PMDB, Hélio Costa, e não prejudicar a aliança nacional entre PMDB e PT. É acusado pela oposição de ter coordenado a elaboração dos dossiês contra José Serra
Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Tereza Campello

Subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil no governo Lula, Tereza trabalhou com Dilma no Rio Grande do Sul e foi escolhida para comandar o Bolsa Família. Quando Lula assumiu o primeiro mandato, Tereza participou da equipe de transição. É casada com Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT.
Ministério da Educação – Fernando Haddad

Ministro da Educação de Lula desde 2005, Haddad implantou o Programa Universidade para Todos (ProUni) e também foi o responsável pela expansão das vagas nas universidades federais. O petista sobreviveu aos sucessivos erros na aplicação do Enem, como o vazamento da prova em 2009 que provocou o adiamento do Exame que precisou ser refeito. Haddad é formado em Direito, fez mestrado em em Economia e doutorado em Filosofia.
Ministério do Esporte – Orlando Silva

Chegou ao ministério dos Esportes em 2003. Por três anos, Orlando (PCdoB-BA) ocupou várias secretarias da pasta, antes de substituir Agnelo Queiroz no comando do ministério, em 2006. A missão dele será preparar o país para sediar a Copa do Mundo de futebol, em 2014, e as Olimpíadas de 2016. Foi presidente da UNE na década de 90 e um dos coordenadores do Pan 2007, no Rio.
Ministério da Fazenda – Guido Mantega

Mantega está no PT desde os anos 80. Coordenou os programas econômicos nas campanhas presidenciais de 1989, 1994 e 1998. Na gestão Lula, foi ministro do Planejamento; depois, assumiu o comando do BNDES e, finalmente, a Fazenda, com a queda de Antonio Palocci em 2006, após o escândalo da quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos.
Ministério da Integração Nacional – Fernando Bezerra Coelho

Sobrinho do ex-governador de Pernambuco, Nilo Coelho, Fernando (PSB-PE) foi três vezes prefeito de Petrolina (PE). No terceiro mandato, deixou o cargo dois anos antes do fim, para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Foi secretário da Casa Civil do governo Miguel Arraes e presidente do Complexo Industrial portuário de Suape, principal porto do Nordeste.

Ministério da Justiça – José Eduardo Cardozo

Dividiu com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado Antonio Palocci (PT-SP) a coordenação da campanha de Dilma e da transição de governo. O grupo chegou a ser chamado de "os três porquinhos" por Dilma. Cardozo é advogado e professor da PUC-SP.
Ministério do Meio Ambiente – Izabella Teixeira

É funcionária de carreira do Ibama. Sem filiação partidária, assumiu o ministério no governo Lula após a saída de Carlos Minc. Antes, foi secretária-executiva da pasta e subsecretária do Ambiente do Estado do Rio. Formada em Biologia, a ministra tem mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental.

Ministério de Minas e Energia – Edison Lobão

Ligado a José Sarney, volta ao ministério que ocupou entre janeiro de 2008 e março de 2010, quando deixou a pasta para se candidatar à reeleição para o Senado.
Ministério da Pesca e da Aquicultura – Ideli Salvatti

Líder do governo Lula no Congresso, Ideli (PT-SC) termina seu mandato de senadora no fim de janeiro. Amiga de Dilma, ela disputou o governo de Santa Catarina, abrindo palanque para a petista no estado, mas ficou em terceiro lugar. É uma das fundadoras do PT catarinense. Atuou nas Comunidades Eclesiais de Base e na Central Única dos Trabalhadores.

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Miriam Belchior

Miriam Belchior, de 54 anos, foi secretária executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), quando Erenice Guerra substituiu Dilma na Casa Civil. Ela é engenheira de alimentos, formada pela Unicamp, e tem mestrado em Administração Pública e Governamental pela FGV. Desde 2001, Miriam também é professora na USP. Foi casada com o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Os dois já estavam separados quando ele foi assassinado em 2002.

Ministério da Previdência Social – Garibaldi Alves

Senador reeleito pelo PMDB-RN, exerceu mandato-tampão de presidente do Senado após a renúncia de Renan Calheiros, em 2007, e chegou a ser cotado para voltar ao posto em 2011. Em novembro de 2008, na presidência da Casa, criou um mal-estar com o Planalto, ao devolver ao Executivo a polêmica MP da Filantropia, que dava anistia fiscal a instituições filantrópicas.
Ministério das Relações Exteriores – Antônio Patriota

Secretário-geral do Itamaraty na gestão de Celso Amorim, tem perfil discreto e é bastante próximo a Dilma. A expectativa é de que não adote lances ousados na política externa, e sim procure uma aproximação maior com o governo Obama, um desejo já explicitado pela presidente. Patriota foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos.
Ministério da Saúde – Alexandre Padilha

É médico infectologista e funcionário de carreira da Funasa. Ganhou prestígio como articulador político no segundo mandato de Lula, em que foi ministro das Relações Institucionais. Na coordenação da campanha de Dilma, o petista teve papel fundamental na mobilização de prefeitos da base e da oposição.
Ministério do Trabalho – Carlos Lupi

Carlos Lupi foi ministro do Trabalho de Lula e manteve o cargo no governo Dilma. Ele assumiu a presidência do PDT, em 2004, após a morte de Leonel Brizola. Só se licenciou do cargo para assumir o ministério. Foi eleito deputado federal em 1990, mas dois anos depois se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro, no governo Marcello Alencar. Em 1999, assumiu a Secretaria de Governo do Estado do Rio, durante a gestão de Benedita da Silva.
Ministério dos Transportes – Alfredo Nascimento

O presidente nacional do PR foi ministro dos Transportes nos dois mandatos de Lula. Em 2004, renunciou à prefeitura de Manaus (AM), onde fez carreira política, para assumir o Ministério dos Transportes. Em 2006, elegeu-se senador pelo Amazonas, mas se licenciou do cargo para voltar ao ministério. Em março deste ano, Nascimento deixou novamente a pasta, desta vez para concorrer ao governo do Amazonas, mas perdeu a eleição para Omar Aziz (PMN).
Ministério Turismo – Pedro Novais

Deputado federal reeleito para o sexto mandato, Pedro Novais (PMDB-MA), de 80 anos, é ligado ao grupo político do presidente do Senado, José Sarney. É autor do projeto de lei que pode tornar obrigatórios postos de informação turística em aeroportos e estações rodoviárias e ferroviárias.

Banco Central – Alexandre Tombini

Alexandre Tombini, de 47 anos, é funcionário de carreira do Banco Central. Há anos vem sendo um dos principais interlocutores do BC com o Ministério da Fazenda, quando há assuntos mais delicados em pauta. Ele tem alto conhecimento técnico e um perfil mais desenvolvimentista do que o antecessor, Henrique Meirelles. Tombini ajudou a criar o Departamento de Pesquisas do BC e foi um dos formuladores do regime de meta de inflação adotado desde 1999 e considerado um dos principais pilares da economia brasileira.

Últimas notícias

Lula participa do fórum de líderes da América Latina e Caribe no Panamá

Lula participa do fórum de líderes da América Latina e Caribe no Panamá O presidente…

28 de janeiro de 2026

PM recupera mais de 130 celulares roubados e prende 2 suspeitos

A Polícia Militar recuperou 133 aparelhos celulares que haviam sido roubados de uma loja de…

28 de janeiro de 2026

Cida sobre críticas a federação do PT: “A gente respeita a posição de Couto, mas não é única”

Em entrevista na noite de ontem (27), ao programa Rede Verdade, do Sistema Arapuan de…

28 de janeiro de 2026

Paraíba é o estado mais competitivo da região Nordeste aponta Ranking de Competitividade dos Estados 2025

O Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), trouxe…

28 de janeiro de 2026

Inep emitirá declaração do ensino médio a partir de sexta-feira

Cerca de 100 mil estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com…

28 de janeiro de 2026

Equipamentos para oxigenar água do Açude Velho, em Campina Grande, começam a operar em fase de teste

Seis dos oito equipamentos instalados para oxigenar água do Açude Velho, cartão-postal de Campina Grande, os…

28 de janeiro de 2026