A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) acusou ontem o governo do Pará de ser tolerante e conivente com a violência de sem-terra contra fazendeiros. Em nota, a entidade acusou a governadora Ana Júlia Carepa (PT) de adotar uma política de “deliberada omissão”. Por isso, enviará representação à Procuradoria-Geral da República para que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine intervenção no Estado.
Um confronto armado, no sábado à tarde, deixou oito feridos na região de Xinguara e Eldorado dos Carajás, no sul do Estado. Enfrentaram-se militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e seguranças contratados pela Fazenda Castanhais, da Agropecuária Santa Bárbara, do grupo do banqueiro Daniel Dantas.
Segundo os relatos, quatro jornalistas e uma advogada foram mantidos reféns pelo MST e usados como “escudo humano”. A CNA alega que as autoridades, “a despeito de terem recebido a missão constitucional de manter a ordem pública e cumprir as leis, convivem amigavelmente com movimentos que desprezam” a lei.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também divulgou nota na qual “repudia com veemência” o que chamou de “ação criminosa” do MST.
O texto, assinado pelo vice-presidente da entidade, Júlio César Mesquita, vai além: “É injustificável e condenável sob todos os aspectos que se atente dessa forma contra a integridade física das pessoas, num revoltante descaso com a vida humana. Além disso, os integrantes do MST atentaram contra o livre exercício do jornalismo, aterrorizando profissionais que cobriam o evento com objetivo de informar à sociedade.”
CRÍTICAS
Já o secretário de Segurança Pública do Pará, Geraldo Araújo, criticou a demora do governo federal na reforma agrária, o que levaria ao cenário de violência. “Está comprovada a ineficácia dos órgãos da União”, afirmou. “Não basta retirar as famílias e colocá-las às margens de estradas, porque elas retomam a terra logo que a polícia vai embora”, insistiu.
O desembargador aposentado Otávio Marcelino Maciel, ouvidor agrário estadual, pensa de maneira diferente. Para ele, o confronto armado de sábado “era previsível” e o Estado “deveria ter investido em ações preventivas”, o que não ocorreu.
Ontem, a polícia começou a interrogar os envolvidos no confronto. Os dois lados fazem acusações mútuas de agressão e nenhum deles assume a responsabilidade pelo começo dos tiros.
Líderes sem-terra negaram ontem, em entrevista e depois por nota, que o grupo estivesse armado. Rejeitaram, ainda, a informação sobre reféns.
O MST informou que o grupo tinha “instrumentos de trabalho”. Admitiu, porém, que um posseiro – mas de outro acampamento – portava uma espingarda. Para o movimento, houve “tentativa de massacre”.
Estadão
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