Categorias: Política

Compra de voto: deputado alerta TRE sobre atuação de “homens da mala preta” na eleição

Já parou para pensar por que determinados candidatos recebem uma votação expressiva em lugares que nunca sequer visitaram e ainda logram êxito no pleito da Paraíba?

Uma reflexão feita pelo deputado estadual Adriano Galdinho (PSB) pode ter a explicação. Segundo o parlamentar, “a mala preta” é a resposta.

Sem citar nomes, ele fez uma alerta à justiça eleitoral, nesta quinta-feira (21), sobre a existência da atuação de homens da mala preta, que pertencem às famílias tradicionais e ricas da Paraíba e que estariam impondo um verdadeiro “mercadão do voto” no Estado.

“Com toda certeza os homens da mala preta, que pertencem às famílias ricas e tradicionais da Paraíba sempre procuram o eleitorado para oferecer vantagens e promessas e acabam se elegendo através da sua força política e econômica também”, disse.

Indagado do porquê de ninguém ver ou ter visto esses tais “homens da mala preta”, Galdino rebateu e garantiu que os “homens da mala preta” são visíveis.

 
“Os homens da mala são visíveis sim, basta frequentar, ver e olhar o mapa de votação, a partir daí você percebe que “fulano” teve tantos votos em uma cidade, apesar de nunca sequer ter ido naquela localidade, isso comprova que o poderio econômico, financeiro e até político prevalece na Paraíba”, declarou.

Outro deputado que também lamentou a existência do “mercadão do voto”, principalmente na campanha eleitoral deste ano, foi o deputado estadual João Gonçalves (PSD). Ele, no entanto, disse que ao invés de lamentar na imprensa, vai diretamente à Justiça Eleitoral e denuncia anonimamente os crimes eleitorais.

“Faço as advertências diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral, eu comunico e como a lei faculta o anonimato, eu dou a minha contribuição à democracia e tenho cobrado providencias”, falou.

A onda de denúncias sobre o mercado do voto na Paraíba veio após a desistência da disputa pela reeleição dos deputados Ivaldo Morais (PMDB) e Assis Quintans, que renunciaram à candidatura por insuficiência de recursos. Ivaldo Morais chegou a dizer que estava inelegível por conta de dificuldades financeiras e, sem dinheiro, não teria como fazer campanha.

 

Henrique Lima/ Márcia Dias


PB Agora

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