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Como antecipado pelo PB Agora, Queiroz confirma que está fora da disputa pelo Senado: “Escolher onde sou mais necessário”

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Como antecipado pelo PB Agora, o procurador da Fazenda Nacional e pastor Sérgio Queiroz (Novo) confirmou nesta quarta-feira (09) que está fora da disputa ao Senado Federal em 2026. A decisão foi anunciada durante uma live transmitida em seu perfil oficial no Instagram e encerra um ciclo de especulações que se intensificaram nos últimos meses com o apoio crescente da direita paraibana ao seu nome.

Em seu pronunciamento, Sérgio afirmou que a decisão foi tomada com base em um processo profundo de reflexão pessoal, espiritual e familiar. Ele destacou que não se trata de uma desistência motivada por falta de espaço político, mas por uma reordenação de prioridades em sua vida.

Queiroz ressaltou que nunca viveu um momento político tão favorável. Após ser o mais votado para o Senado em João Pessoa, seu nome ganhou força e passou a ser tratado como prioridade por aliados de Jair Bolsonaro. O próprio ex-presidente teria endossado sua candidatura para 2026, como parte de um projeto nacional do PL.

“Estou no meu melhor cenário político, sob o ponto de vista de cenário político esse é meu melhor momento e é nessa hora que a gente tem que olhar e se perguntar que decisão eu preciso tomar e dentro desse novo cenário preciso eleger prioridades. Quem quer ser servo tem que pensar o que eu quero ser e onde eu sou mais necessário. Política é uma das maneiras de atender as pessoas e promover a justiça, não devemos criminalizar a política e também acho que não há incompatibilidade entre as três funções na minha vida. Não se trata em escolher entre o que é errado e o que é certo, entre o que é pior e o que é melhor, quero deixar bem claro, não estou escolhendo algo que é de Deus ou do diabo”, afirmou.

Durante o pronunciamento, Sérgio fez um longo resgate de sua trajetória, desde a dedicação ao serviço público como procurador federal, passando pelo chamado ao ministério pastoral, até sua estreia na política. Relembrou que aceitou o desafio de disputar o Senado em 2022 em condições adversas, sem tempo de televisão, sem recursos partidários e mesmo assim foi surpreendido com uma votação expressiva.

“Deus e o povo me deram o grande presente de ser o mais votado na cidade de João Pessoa. Foram 233 mil em toda a Paraíba” frisou.

Ele também destacou o esforço que fez para não misturar sua fé com a política, abrindo mão temporariamente de suas funções pastorais durante o período eleitoral para preservar as igrejas de qualquer interpretação errada.

“Nunca quis usar minha posição como pastor para fazer campanha. Me afastei da igreja, não preguei, não visitei igrejas. E isso me custou muito.”


Sérgio foi enfático ao afirmar que não há antagonismo entre sua atuação política, sua carreira pública e seu ministério religioso. Mas reconheceu que, no momento, é preciso escolher onde poderá servir melhor.

“Preciso dormir e acordar com foco em uma coisa então não se trata de escolher entre o bem o mal, entre o que é coveniente ou menos conveniente, é onde posso atuar com mais ou menos precisão. Então lhe digo com covicção que não serei candidato” destacou.

A saída de Queiroz do jogo eleitoral deixa um vácuo importante na direita paraibana. Conforme já havia sido ventilado, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga deve assumir o protagonismo na disputa pelo Senado dentro do grupo liderado pelo PL.

A decisão também tem reflexos diretos em outras candidaturas. O deputado Cabo Gilberto, por exemplo, deve rediscutir sua estratégia para 2026, podendo retomar o plano de reeleição à Câmara Federal. Além disso, abre margem para ajustes nos bastidores envolvendo o senador Efraim Filho (União Brasil), que mantém portas abertas com o bolsonarismo e pode vir a compor um novo arranjo oposicionista, caso confirme que irá disputar o Governo da Paraíba.

Confira na íntegra:

PB Agora

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