O fato é inusitado. A decisão da justiça foi inédita. A cidade de Turilândia (MA), segue sendo administrada pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador José Luis Araújo Diniz (União Brasil), conhecido como Pelego.
O presidente da Câmara Municipal de Turilândia, assumiu interinamente a prefeitura do município do Maranhão depois que a Justiça local determinou o afastamento do prefeito Paulo Curió (União) e da vice-prefeita Tânya Mendes (PRD). O político está comandando interinamente o cargo enquanto cumpre prisão domiciliar e é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Todos são investigados pelo Ministério Público do Maranhão por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado R$ 56 milhões do município.
Município de 31 mil habitantes está a cerca de 150 km da capital São Luís, Turilândia ganhou destaque nos últimos dias após a Operação Tântalo, que levou à prisão o prefeito Paulo Curió (União), a primeira-dama Eva Curió, a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) e outros 11 vereadores.
Diante da prisão do prefeito e da vice, a Justiça determinou que a cidade fosse administrada temporariamente pelo presidente da Câmara de Vereadores que cumpre prisão domiciliar.
Esquema teria desviado cerca de R$ 56 milhões. Segundo as investigações do Gaeco do Ministério Público do Maranhão, o grupo teria desviado dinheiro por meio de empresas de fachada criadas pelo prefeito preso e seus aliados. Elas teriam sido usadas para desviar dinheiro das áreas de saúde e assistência social do município. Em uma das fases da operação, a polícia chegou a apreender R$ 2 milhões em espécie no endereço de um dos investigados.
Pelego é um dos investigados na Operação Tântalo II. O Ministério Público afirma que uma organização criminosa se instalou no poder de Turilândia, a 157 quilômetros da capital São Luís, para desviar recursos públicos de áreas como Saúde e Assistência Social. O prefeito Paulo Curió se entregou às autoridades e foi preso, assim como a sua vice.
Além deles, empresários, servidores, dez vereadores e um ex-vereador são suspeitos de participar do esquema, que teria tirado dos cofres públicos ilegalmente mais de R$ 56 milhões. Segundo o MP, há indícios do cometimento de crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, entre 2021 e 2025.
Redação








