A disputa pela Prefeitura de João Pessoa será entre sete candidatos que, juntos, apresentaram estimativa de gastos de aproximadamente R$ 26,7 milhões com a campanha eleitoral, que se inicia hoje. Eles estiveram ontem – último dia do prazo destinado ao registro -, no cartório da 64ª Zona Eleitoral, para registrar os candidaturas e oficializar as coligações partidárias com as quais concorrerão ao pleito do dia 7 de outubro.
Quatro, dos sete candidatos se credenciaram à disputa majoritária na Capital, por meio de alianças partidárias, formando as seguintes coligações: “Unidos Por João Pessoa” – PT, PPS, PRB e PSC -, que tem Luciano Cartaxo, como candidato a prefeito, e Nonato Bandeira, a vice; “João Pessoa Tem Futuro” – PMDB, PTB, PR, PMN, PPL e PTC, –, tendo José Maranhão, como candidato a prefeito, e Tavinho Santos, a vice; “Por Amor a João Pessoa Sempre” – PSDB, PSC, PSDC, PHS, PSL, PRTB, PTdoB e PTN -, com Cícero Lucena, candidato a prefeito, e Ítalo Kumamoto, a vice; e a “João Pessoa Pra Seguir em Frente” – PSB, DEM, PDT, PRP, PTN, PV, PCdoB e PCB -, que tem Estelizabel Bezerra, como candidata a prefeita, e Efraim Filho, a vice.
Registraram candidaturas em chapa partidária, a chamada puro sangue, os seguintes partidos: o PSOL, tendo Renan Palmeira como candidato a prefeito, e Ana Júlia Cardoso, a vice; o PSTU, encabeçada por Antonio Radical, e Marcelino Rodrigues, como vice, e o PCO, tendo Lourdes Sarmento como candidata a prefeita e Michel Costa, a vice.
As coligações majoritárias ainda podem enfrentar problemas em relação à composição partidária, uma vez que alguns partidos, como é o caso do PTN e PSC aparecem em duas coligações distintas. O PSC, por exemplo, partido de Ítalo Kumamoto, registrado como vice de Cícero Lucena, aprece também como integrante da coligação majoritária encabeçada pelo PT. Além disso, houve o registro para chapa proporcional do PSC sozinho, composta por 30 candidatos a vereador, cujo registro foi apresentado por Rômulo Sares.
O PTN também aparece em duas coligações: a encabeçada pelo tucano Cícero e a da socialista Estelizabel. Na disputa proporcional houve o registro da coligação com o DEM, na chapa da coligação “João Pessoa Pra Seguir em Frente II”, que foi efetuado pelo vereador Bosquinho. Segundo ele, o Democratas e o PTN vão contar com 40 candidatos, dos quais 12 são mulheres e 28 homens.
Grevistas barraram entrada no início da manhã
Quando o primeiro candidato chegou ao Fórum Eleitoral para registrar sua candidatura, o movimento de greve dos funcionários da Justiça já dava sinais de que poderia movimentar o processo. Renan Palmeira (PSOL) apareceu por volta das 10h30, ao lado da vice Ana Júlia (PSOL) e fez questão de dar demonstrações de apoio ao grupo de cerca de 25 servidores que montavam guarda no local.
As palavras de ordem não cessaram, mas garantindo a existência de um acordo, os manifestantes afirmaram não terem a intenção de impedir o registro das candidaturas. Segundo membros do movimento, o juiz da 64ª Zona Eleitoral, Fabiano Moura de Moura, teria concordado com o movimento, exigindo que apenas 30% do efetivo prestasse serviço. Baseados no pacto, eles liberaram a entrada de Renan, que pode ser atendido pelos servidores não grevistas.
O segundo a comparecer para dar entrada na documentação foi Cícero Lucena (PSDB), mas ele não teve a mesma sorte. Quando chegou, por volta das 11h45, o tucano encontrou o comando de greve em frente aos portões do Fórum, impedindo a passagem. A mudança de comportamento seria motivada por uma quebra do acordo. Segundo os líderes da movimentação, o juiz teria voltado atrás e cobrado que todos voltassem ao serviço.
O juiz Fabiano Moura de Moura se reuniu com representantes dos manifestantes. Sem concordar com o fechamento dos portões, ele exigiu que os servidores liberassem a entrada de todos os candidatos que chegassem ao local. “Garanto que será mantido o registro de todos os candidatos. Não tem acordo. Não fiz acordo com ninguém. O direito de greve é pessoal do servidor que quer participar. Aqueles que não querem, também possuem o direito de trabalhar”, declarou. A essa altura Cícero já tinha ido embora sem efetuar o registro. A tarde, os advogados voltaram e garantiram o registro do tucano.
Luciano Cartaxo (PT) foi mais paciente. Chegando pouco depois de Cícero, ele ficou no local até o momento em que o juiz liberou a passagem. Vaiado pelos grevistas, que protestam diretamente contra o governo petista a nível nacional, ele também se declarou favorável ao movimento, o que foi transmitido em um discurso de apoio feito pelo coordenador de sua campanha, o deputado Anísio Maia (PT). Cartaxo acabou sendo o segundo candidato registrado na Capital, fechando a tramitação matinal no cartório.
Os funcionários da Justiça estão em greve desde a última segunda-feira, quando foi aberto o prazo oficial para registro de candidatura. O movimento se estende por todo o país e tem como objetivo a busca de um aumento salarial. De acordo com os servidores, o vencimento da categoria está congelado há seis anos. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário, cerca de 400 funcionários da Justiça Eleitoral devem parar as suas atividades em todo o Estado. Todos os demais candidatos que compareceram à Zona Eleitoral, a tarde, também foram barrados, se solidarizaram com o movimento dos servidores, mas foram liberados.
Primeira disputa
O candidato Renan Palmeira (PSOL) abriu o processo de registros na Capital. Disputando pela primeira vez um cargo executivo, ele chegou ao Fórum acompanhado de sua vice, Ana Júlia, de coordenadores de campanha, como Avenzoar Arruda e de militantes do seu partido. Utilizando o “Socialismo assumido” como lema de campanha, o PSOL não fechou coligação com nenhum partido. O PSOL fixou em R$ 300 mil o orçamento para a disputa majoritária. No caso da chapa proporcional, cada um dos 17 vereadores deverá dispor de cerca de R$ 100 mil. “Não faremos uma campanha do poderio econômico, mas uma campanha simples. Vamos tentar focar nas redes sociais. Não temos interesse de poluir a cidade”.
‘Unidos por João Pessoa’
A coligação “Unidos por João Pessoa” foi a segunda a registrar candidatura. Por volta do meio-dia, Luciano Cartaxo (PT) e Nonato Bandeira (PPS) chegaram à 64ª Zona Eleitoral acompanhados da militância e preparados para realizar o último ato que os separava do início da campanha pela Prefeitura. Entre os gastos de campanha divulgados até o momento, o petista declarou o mais alto: R$ 5 milhões. Outro fato marcante no registro da candidatura de Cartaxo foi a apresentação do PSC como membro da coligação majoritária. “O PSC está aliado ao PT e faz parte de nossa coligação”, garantiu o candidato, que não escondia a satisfação de ver sua chapa registrada. (AA)
Cícero conta com PSC
Tendo aparecido na Zona Eleitoral pela manhã, Cícero Lucena (PSDB) só conseguiu registrar a chapa por volta das 17h, por meio dos advogados José Ronald e Luiz Barros. Fechando seu orçamento de campanha em R$ 3 milhões e 245 mil, Cícero apresentou a coligação “Por amor a João Pessoa sempre”, que é formada pelos partidos: PSDB, PHS, PRTB, PSDC, PSL, PTdoB, PTN e PSC. “A maioria dos vereadores e do diretório optou pelo nome de Ítalo e eu acatei essa decisão pela importância do nome, pela história e pelo compromisso de Ítalo com a cidade”, afirmou Cícero. O caso do PTN também foi lembrado e Cícero também não pretende abrir mão do apoio da legenda.
Na disputa
Os candidatos Antônio Radical e Marcelino Rodrigues, do PSTU, chegaram a 64ª Zona Eleitoral, às 16h, para fazer a entrega da documentação necessária para o registro de candidaturas. Além da majoritária, efetuaram o registro de apenas o nome da professora Severina dos Ramos, conhecida como Rama. De acordo com Radical, a candidatura do PSTU representa uma grande conquista para os trabalhadores. “Tentamos construir uma coligação,mas nos mantemos firma na disputa”, revelou Radical, informando ainda, que a previsão de gastos é de R$ 50 mil na campanha majoritária e cerca de R$ 25 mil com a proporcional.
Mais caro
O candidato José Maranhão, que chegou ao Fórum Eleitoral às 17h, acompanhado com o seu candidato a vice, Tavinho Santos, anunciou que sua campanha será marcada pela apresentação de propostas para os pessoenses ser mais feliz. Segundo ele, essa será o slogan da campanha que será difundida nas ruas da Capital a partir de hoje. “O que nós queremos é que a cidade de João Pessoa seja mais feliz, com mais desenvolvimento, com compromisso com o povo, com a sociedade e com mais progresso”, declarou. Maranhão declarou como limite de gastos para campanha R$ 10 milhões para chapa majoritária e R$ 300 mil para proporcionais dos partidos que lhe apoia.
Veterana
Mais uma vez na disputa, Lourdes Sarmento chegou por volta das 18h, com o seu candidato a vice Michel Costa. Tendo apenas um candidato a vereador, Camilo Duarte. Segundo a professora, o registro de sua candidatura, representa não só a luta das mulheres, mas dos trabalhadores da cidade e do campo, contra o domínio burguês e capitalista. “Com o nosso registro começa a mobilização dos trabalhadores para lutar e fazer uma transformação em João Pessoa”, argumentou Lourdes Sarmento, que também vai gastar R$ 50 mil com a disputa majoritária e R$ 20 mil para vereador.
Expectativa
Já a candidata Estelizabel Bezerra chegou ao cartório eleitoral por volta das 18h10 acompanhada do candidato a vice-prefeito, Efraim Filho, e do presidente do diretório municipal, Ronaldo Barbosa, além de militantes. Segundo ela o registro de candidatura é uma etapa de fundamental importância para legitimar os candidatos ao processo eleitoral. “A partir deste momento estamos legitimados para andar dia e de noite em João Pessoa, dialogar com a população e apresentar nossas propostas na condição de candidata”, declarou a socialista, que declarou como previsão de gastos para campanha R$ 8 milhões, na disputa majoritária, e R$ 4,5 milhões na disputa proporcional (150 candidatos).
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