Categorias: Política

Ciro diz que é fofoca mas não descarta candidatura em São Paulo

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O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta quarta-feira (17), em Porto Alegre, que a possibilidade de abandonar a pré-candidatura presidencial para concorrer ao governo de São Paulo é uma “fofoca forte”. No entanto, admitiu que vai considerar a hipótese já que estaria sendo procurado por “pessoas sérias”.

“Estou chamando de fofoca uma possível candidatura minha ao governo de São Paulo. Minha missão no partido é colocar a pré-candidatura à Presidência da República”, disse Ciro Gomes a jornalistas na Federasul, que reúne o setor de comércio, onde realizou palestra.

Segundo o deputado, ex-governador do Ceará, a “fofoca” da troca da candidatura presidencial pela disputa paulista teria duas origens: um grupo que pretenderia afastá-lo da eleição ao Planalto e outro que estaria preocupado em oferecer uma alternativa viável para interromper o ciclo de quatro governos consecutivos do PSDB em São Paulo, num total de 16 anos.

“Tem um grupo tentando me tirar do caminho. Ainda estou avaliando quem são, mas sei que não é coisa pequena”, disse Ciro Gomes, que concorreu à sucessão presidencial em 2002.

Apesar de reafirmar sua disposição em concorrer à sucessão presidencial, Ciro admite cogitar o governo paulista e enumera Márcio França, presidente estadual do PSB em São Paulo, e os deputados Aldo Rebelo (PCdoB), Paulo Pereira da Silva (PDT) e Cândido Vaccarezza (PT) como o grupo de pessoas sérias cujos pedidos estariam “obrigando-o a pensar” na idéia.

Base

Para Ciro Gomes, nenhuma candidatura será capaz de unificar a base do governo Lula em 2010 e não haveria qualquer possibilidade de participar de alianças eleitorais com setores do PMDB. “Vocês não vão me ver junto com o Quércia, não vão me ver junto com o Jader Barbalho ou o Newton Cardoso”, disse Ciro.

O deputado faz uma avaliação positiva do retrospecto do governo Lula, mas acredita que as contradições de uma opção que teria sido feita pela “heterogeneidade” política criaria “maiorias amorfas” que impediriam avanços no futuro.

Na sua opinião, se mantida a tendência atual, a candidatura da situação perderia a disputa em 2010.

“Eu represento um setor que é favorável ao governo, mas não é petista e não quer deixar que o governo se acomode. É um setor grande no Brasil”, disse Ciro Gomes.

 

 

 

G1

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