Na sociedade de hoje encontramos várias tribos entre a juventude, a mesma que é vista, muitas vezes, como problema e solução para o país. Do mesmo modo que ouvimos expressões do tipo: juventude perdida, viciada, violenta; escutamos frases como os jovens são o futuro do país. Para entender essa juventude de acordo com o professor doutor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e cientista político, Lúcio Flávio, é preciso conhecer suas singularidades, o que significa a vida para cada um, os sonhos, desafios e as dificuldades. Daí o grande número de estudos, discussões, projetos e debates que são realizados sobre a juventude e política no Brasil e no mundo.
É nesse contexto que cada vez mais os movimentos organizados de juventude, ao lado de entidades representativas e instituições acadêmicas, ganham notoriedade por sua força na reivindicação de políticas públicas para os jovens, pautando a agenda governamental nas esferas nacional, estadual e municipal. Para Lúcio Flávio, a política só se renova com o envolvimento e participação da juventude. “É um erro achar que os jovens não gostam de política. Na verdade, o que eles não querem é participar das formas tradicionais da política”, disse.
Numa análise o especialista destaca que não basta ficar esperando que a sociedade se preocupe, da noite para o dia, com os anseios e demandas da juventude. É importante que os próprios jovens comecem, desde a escola, a interessar-se pela política e atuem diretamente, cobrando responsabilidades de governantes, propondo ações e participando de fóruns, conselhos e processos eleitorais e lembra que grandes transformações políticas no Ocidente foram feitas pelos jovens. A média de idade dos líderes da Revolução Francesa era de 25 anos e Pedro I proclamou a independência do Brasil com apenas 24 anos.
“Acredito que, só com a maior participação dos jovens na vida política, poderemos ter uma real e positiva na transformação da sociedade, principalmente diante da onda conservadora que o país vivencia. Espero que os partidos políticos da Paraíba não queiram apenas os jovens como a ‘cereja do bolo’, mas sim como participantes decisivos em suas atuações na sociedade. É ver para crer”, disse Lúcio.

Redação

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