As regras da Justiça Eleitoral que buscam resguardar cotas mínimas de candidaturas femininas e de recursos financeiros a elas ainda não são garantia de que mais mulheres serão, efetivamente, eleitas no Brasil. A constatação, em tom de alerta, é do cientista político e professor doutor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Lúcio Flávio, onde destacou que dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as mulheres constituem 52% do eleitorado no Brasil, porém quase não tem representatividades políticas eleitas.

Vale ressaltar que dos 223 municípios paraibanos, em 50 deles nas eleições municipais de 2016 nenhuma mulher foi eleita e em outros 85, apenas uma candidatura feminina conseguiu vaga na Câmara Municipal. Para o cientista político, dois fatores são os que mais contribuem para essa triste realidade, entre eles está o machismo de maneira geral. “Em todos os cargos de direção, seja no setor público, seja no setor privado, os postos de destaque são ocupados, na sua maioria, por homens”, disse.

O outro fator está relacionado à cultura política. No Brasil, como também na grande maioria dos países das Américas, coube aos homens ocuparem os principais cargos políticos. “Apesar das mulheres terem exigências sociais específicas, tais como salários iguais aos homens, espaços de poder semelhante e direito fundamental ao seu corpo, além de uma política específica de prevenção e combate à violência, elas ainda estão muito aquém de terem seus direitos garantidos. Mas também não podemos esquecer que o machismo também é praticado pelas mulheres, pois muitas delas ainda acreditam que devam ocupar um lugar subalterno em casa, no trabalho e na sociedade”, comentou Lúcio.

 

Redação

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