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Cientista político avalia assédio aos políticos por empregos ou favores: "Há um conceito de clientelismo que ampara esse tipo de prática"

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Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), o cientista político José Henrique Artigas diz que a prática de pedir favores e valores está entrelaçada com a história do Brasil, que desde o período colonial adotou práticas de subordinação aos políticos, que naquela época vinham das parcelas mais abastadas da sociedade.

 

“Há um conceito de clientelismo que ampara esse tipo de prática. É um conceito que perpassa toda a história brasileira. Muitas vezes confundido com os modelos políticos mais claramente privatistas, mais claramente patrimonialistas, como o modelo do coronelismo e do populismo. Há uma bibliografia consolidada que nos diz que isso faz parte da vida política brasileira exatamente por conta da nossa tradição de subordinação da sociedade às lideranças políticas egressas das elites”, disse.

 

O especialista explica que a relação política e sociedade vem desde a colônia, passando pelo Império e pela Primeira República, sempre ancorada na figura de um líder, representação do patriarca, dono de terra ou chefe de fazenda, que administrava uma relação de ‘reciprocidade desigual’ com quem vinha ‘de baixo’: os trabalhadores e homens comuns.

 

Existia lealdade política, mas também uma contraprestação na forma de serviços e benesses, aquilo que a teoria sociológica qualificaria como problemas: quando se usa o aparelho de Estado para promover benesses pessoais, particularistas, que não têm caráter universal, público, amplo, cidadão e republicano.

 

“Esse tipo de relação de ‘reciprocidade desigual’ faz com que exista uma hierarquia clara, então o político ou líder detém o poder superior e como patriarca ele apadrinha parcela dos seus subordinados. É uma relação desigual, porque há uma relação de poder expressa, onde há quem patrocina, ampara e protege, e aquele que é patrocinado, amparado e protegido, de forma que a relação de pessoalidade se dá através da lealdade de um lado e da contraprestação do outro. Por isso é uma relação de reciprocidade, não é unilateral”, disse.

 

Redação

 


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