Com a negativa do apresentador de TV, Luciano Huck, em ser candidato à presidência da República em 2022, o Cidadania perde a sua principal aposta para a chamada “terceira via”. O partido, que tem João Azevêdo como o único governador em seus quadros, não quer nem Lula nem Bolsonaro na presidência a partir de janeiro de 2023.
Desde meados de janeiro do ano passado, o presidente da legenda, deputado federal Roberto Freire (PE), tem feito lobby pela filiação de Huck ao partido. Porém, os planos do mandatário foram frustrados com o anúncio da renovação do contrato do comunicador com a Globo para substituir Faustão aos domingos.
A decisão traz repercussões na Paraíba, já que João Azevêdo, que disputará a reeleição, já havia elogiado o nome de Luciano Huck e o apoio ao global era uma opção. Agora, a tendência é que o caminho fique aberto para ele apoiar o ex-presidente Lula – a quem ele nunca negou a simpatia.
Em entrevista nessa segunda-feira (15) ao programa ‘Hora H’, apresentado por Heron Cid, Roberto Freire admitiu, ciente da força de Lula no Nordeste, dar autonomia para que os diretórios estaduais formatem suas alianças de maneira independente.
Feliphe Rojas
PB Agora
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