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Cida Ramos revela que vai votar pela derrubada do veto de João Azevêdo às emendas impositivas

Foto: Reprodução/ ALPB

A presidente do PT na Paraíba e deputada estadual, Cida Ramos, revelou nesta quarta-feira (21), que vai votar pela derrubada do veto do governador João Azevêdo (PSB) às emendas parlamentares impositivas incluídas no Orçamento do Estado para 2026. A parlamentar afirmou durante entrevista à rádio CBN Paraíba, que a tendência na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) é que o veto seja rejeitado pelos deputados no retorno das atividades.

“É uma situação complexa, eu penso que o veto será derrubado. Vou votar pela derrubada do veto do governo. O que o governador me disse, foi que ele não poderia não vetar, porque ele responderia por isso”, declarou Cida Ramos.

A deputada avaliou que houve falhas no diálogo entre o Executivo e o Legislativo durante a construção do orçamento. Para ela, a decisão do veto prejudica diretamente entidades, municípios e a população que aguardavam a liberação dos recursos.

“Acho que houve uma série de falta de comunicação, de interlocução. O veto é muito ruim, porque os deputados já tinham definido, já tinham entrado em contato. No meu caso, muitas entidades estão esperando esse valor para poder ter o funcionamento garantido”, ressaltou.

Cida Ramos defendeu que o momento é de retomada do diálogo institucional para evitar prejuízos à população.

“Eu acho que a hora é do diálogo. É o presidente Adriano Galdino procurar o governador João Azevêdo e, diante da situação, ver o que é possível ser feito. Não pode, em última instância, a população ser prejudicada, porque essas emendas já tinham destino certo. Já tinha se conversado com entidades, com municípios. Faltou um processo de mediação que deveria ter existido”, concluiu.

O veto do governador João Azevêdo ocorreu na sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, estimada em R$ 25,1 bilhões. A decisão atingiu centenas de emendas apresentadas pelos deputados estaduais e foi publicada no Diário Oficial do Estado. De acordo com o Governo da Paraíba, o veto foi baseado no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os limites constitucionais para o crescimento das emendas impositivas e a necessidade de preservar a separação entre os Poderes e a responsabilidade fiscal.

PB Agora

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