Categorias: Política

Cícero voltou… mas a recepção foi “Tibia.”!

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Nesta quarta-feira, 18 de junho de 2025, o prefeito Cícero Lucena retornou a João Pessoa após participar da MuniWorld 2025, em Israel — um dos mais respeitados fóruns internacionais sobre cidades inteligentes, segurança urbana e inovação em gestão pública. Ao lado de outros prefeitos brasileiros, ele cumpriu uma agenda de visitas técnicas, reuniões estratégicas e troca de experiências com autoridades e empresas especializadas em tecnologia urbana.

Importante destacar: os custos da viagem — passagens, hospedagem, alimentação e deslocamento — foram totalmente cobertos pelos organizadores israelenses, como parte de uma política de intercâmbio institucional promovida pela Federação das Autoridades Locais de Israel e a MASHAV (agência de cooperação internacional do governo israelense). Nenhum recurso público foi utilizado por Cícero ou pela prefeitura de João Pessoa.

Durante a missão, no entanto, a escalada do conflito entre Israel e Irã obrigou a comitiva a se abrigar em um bunker. O que seria uma viagem diplomática e técnica ganhou contornos de risco real — e, para muitos, se transformou também em uma experiência pessoal marcante.

Diante disso, esperava-se, no mínimo, um gesto simbólico de acolhimento institucional no retorno. Mas o que se viu? Um silêncio constrangedor.

Nem o Executivo estadual, nem o Legislativo local demonstraram entusiasmo. A frieza das autoridades se refletiu também na população, que pouco se mobilizou. Parecia que o prefeito voltava de uma agenda comum. Não voltou. Voltou de uma missão internacional em meio à tensão de um conflito armado — e com novas ideias para a cidade.

Nos bastidores, a leitura é quase unânime: Cícero Lucena lidera, hoje, as pesquisas de intenção de voto para o governo da Paraíba em 2026. E isso incomoda. Sua crescente projeção política nacional, aliada à eficiência em articulações institucionais, acendeu um alerta silencioso entre adversários.

A frieza da recepção não foi casual — foi cálculo. Menos holofotes, menos capital político. Menos aplausos, menos impulso eleitoral. É o velho jogo da contenção.

João Pessoa perdeu uma chance de mostrar grandeza institucional. Cícero voltou com vida, experiência e propostas — mas foi recebido com a indiferença de quem vê, antes de tudo, um rival em ascensão.

Elcio Nunes
Cidadão Pessoense

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