Por pbagora.com.br

O senador Cícero Lucena deu hoje a largada rumo a 2010. Não porque reuniu jornalistas num café da manha nesta segunda para falar que é candidato ao governo do Estado. Mas simplesmente porque, pela primeira vez, declarou que vai sê-lo mesmo sem o apoio de Cássio.

Longe de ser uma bandeira de luta – porque ninguém em sã consciência pode desprezar de graça o apoio do ex-governador numa campanha estadual – a declaração de Cícero representa uma espécie de grito de liberdade.

Algo que o próprio Cássio queria que o senador tivesse feito há muito tempo. Porque, se quiser realmente virar o jogo ao seu favor, é o senador tucano quem dever ser o principal condutor desse processo.

É ele que tem que dizer ao grupo aliado, que hoje o senador chamou de “amigos”, de onde vem essa força e essa crença num eventual sucesso na disputa. De cara, Cícero reafirmou a intenção de correr o Estado inteiro, visitando municípios, 52 dois deles criados enquanto governou a Paraíba, contatando lideranças e registrando problemas e carências.

“Eu não preciso ser apresentado à Paraíba porque eu já a conheço e tenho um projeto para ela há muito tempo”, disse.

Depois, deixou no ar a ajuda que virá da campanha nacional do PSDB, embalada pela perspectiva de poder do governador José Serra. E, por fim, lembrando que se juntar a “qualquer um” não é a melhor maneira para se livrar dos problemas, considerou um erro levar o grupo todo a aliar-se com o prefeito Ricardo Coutinho.

Com um mandato de senador até 2014, Cícero, entre outras, tem uma vantagem sobre todos os demais pretensos candidatos: é o único que não tem nada a perder.

Entre os empecilhos, o fato de ter que enfrentar três máquinas administrativas poderosas: o governo do Estado e as prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, que Cícero resumiu como o “poder da caneta”.

Franco atirador, inspirado pelos bons ventos da campanha presidencial de Serra e pela crença de que é possível enfrentar o “o poder da caneta”, primeiro porque a legislação eleitoral deverá (?) reprimir alguns excessos, Cícero Lucena talvez tenha lançado, nesta segunda, sem querer, o slogan inicial do seu projeto rumo a 2010: o poder da “canela” contra o poder da caneta.

Não deixa de ser um discurso romântico, uma vez que, na prática, o que os deputados, os prefeitos, os vereadores, e tantos outros, vão querer mesmo é dinheiro, recursos e combustível para obras, ações e campanhas futuras.

Mas, por enquanto, é o que o senador tem a oferecer. O que não é um mau começo para quem precisa, sobretudo, de estímulos na largada.

 

 

Soltas no ar

Anote aí – Por falar em poder da caneta, o ex-tucano Amadeu Rodrigues, ex-vereador em João Pessoa, deverá ser confirmado esta semana como superintendente adjunto da STTrans na Capital.

Já está na hora – Por que será que o Sistema Online de Acompanhamento da Gestão (Sagres) do TCE não possui informações ainda sobre o ano de 2009?
 

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