Célio Alves é primeiro condenado na Paraíba por violência política de gênero contra Camila Toscano e fica inelegível

PUBLICIDADE

O comunicador e ex-candidato a deputado estadual Célio Alves (PSB) é o primeiro a ser condenado no estado da Paraíba em ação de violência política de gênero. Na tarde desta segunda-feira (17), o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) finalizou o julgamento tornando Alves inelegível.

Com cinco votos a favor e um contra, os magistrados reconheceram que Célio Alves praticou violência política de gênero contra a deputada estadual Camila Toscano (PSDB). Além da inelegibilidade, a Corte estabeleceu como pena uma ano e 10 meses de reclusão e 60 dias multa.

Através de sua assessoria, a deputada Camila Toscano disse estar feliz com a decisão e destacou que a ação movida contra o comunicador não é só dela, mas de todas as mulheres que ocupam ou buscam disputar cargos eletivos.

“Não podemos tolerar essa prática tão danosa que afasta mulheres da política e de espaços de poder. Fico feliz com a decisão, pois sempre confiei que a Justiça Eleitoral teria um posicionamento firme. Essa condenação é pedagógica, pois vai impedir que mais pessoas cometam crime de violência política de gênero”, afirmou a parlamentar.

O Ministério Público relata na ação que durante entrevista a um programa de rádio, Célio Alves disse que Camila Toscano “parece uma youtuber, uma digital influencer” e que acha que ser deputada “é mostrar a cor do cabelo, o tom da maquiagem, se a roupa está bonita ou não, distribuir sorrisos e dizer que é uma alegria estar aqui”. A entrevista com o ex-candidato a deputado estadual também foi compartilhada nas redes sociais com mais de 10 mil seguidores.

Para o juiz Bruno Teixeira, Célio Alves buscou confundir o eleitor criando narrativas baseadas em estereótipos. O revisor do processo, o juiz Fábio Leandro entendeu que Célio Alves fez uso de palavras duras e que maculam a honra da deputada, configurando violência política de gênero. O juiz Roberto D’Horn acompanhou o revisor do caso e entendeu que ele “humilha e tem o dolo específico de dificultar o desempenho do mandato” da parlamentar.

A violência política de gênero se caracteriza pelo assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça, fora ou dentro do meio virtual, contra candidatas ou políticas ocupantes de cargos eletivos, com a finalidade de impedir ou dificultar a sua campanha eleitoral ou seu mandato eletivo, com menosprezo ou discriminação em relação a seu gênero, cor, raça ou etnia.

A pena prevista para esse crime é de 1 a 4 anos de reclusão e multa, podendo chegar a 5 anos e 4 meses se for praticado contra mulher de mais de 60 anos, gestante ou pessoa com deficiência.

 

PB Agora
com informações de assessoria

Últimas notícias

Lula presta solidariedade a Trump após ataque: “Violência política é uma afronta”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald…

26 de abril de 2026

Influenciador pode fazer campanha eleitoral? Lei impõe limites, e fiscalização é desafio para o TSE

Criadores de conteúdo não podem ser contratados nem pagos para fazer propaganda de candidatos. Especialistas…

26 de abril de 2026

Leo Bezerra acompanha a 3ª Corrida Paraibana pelo Autismo e destaca atuação da Prefeitura no estímulo à inclusão social

A Capital paraibana recebeu, neste domingo (26), no Busto de Tamandaré, a 3ª edição da…

26 de abril de 2026

Floresta surpreende o Botafogo-PB em JP, vence por 2 a 1 e assume lugar no G-4 da Série C

O Botafogo-PB foi surpreendido dentro de casa na noite deste sábado (25) ao ser derrotado…

26 de abril de 2026

Agricultor morre após ser atropelado na BR-104 em Lagoa Seca; motorista fugiu do local

Um agricultor de 46 anos morreu após ser atropelado por um carro de passeio no…

26 de abril de 2026

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 115 milhões; veja os números sorteados

O sorteio do concurso 3.000 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (25), em São Paulo.…

26 de abril de 2026