Castração química para pedófilos aprovada na Câmara divide paraibanos; saiba como votou cada um

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (12), um projeto polêmico que prevê a aplicação de castração química para condenados por crimes sexuais contra menores de idade. A proposta, que integra o Projeto de Lei 3.976/2020, foi aprovada com 267 votos favoráveis e 85 contrários, mas a bancada federal da Paraíba apresentou opiniões divergentes.

Dos 12 deputados federais paraibanos, cinco estavam ausentes durante a votação. Entre os presentes, quatro votaram a favor da medida e três se posicionaram contra. Veja como cada um votou:

A favor:

  • Aguinaldo Ribeiro (PP)
  • Cabo Gilberto (PL)
  • Gervásio Maia (PSB)
  • Murilo Galdino (Republicanos)

Contra:

  • Damião Feliciano (União)
  • Luiz Couto (PT)
  • Wilson Santiago (Republicanos)

Ausentes:

  • Hugo Motta (Republicanos)
  • Mersinho Lucena (PP)
  • Romero Rodrigues (Podemos)
  • Ruy Carneiro (Podemos)
  • Wellington Roberto (PL)

Entenda a proposta

O projeto de lei, apresentado pelo deputado Ricardo Salles (Novo-SP), determina a castração química como uma medida adicional às penas de reclusão ou detenção para crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A castração será realizada por meio de medicamentos inibidores de libido, com aplicação obrigatória para condenados após o trânsito em julgado.

A medida inclui crimes como:

  • Divulgação, gravação, venda ou simulação de cenas de sexo envolvendo menores;
  • Aliciamento de crianças e adolescentes;
  • Estupro de vulnerável;
  • Prostituição infantil.

Os medicamentos a serem utilizados para a castração química serão regulamentados pelo Ministério da Saúde, conforme estabelecido pelo projeto. Além disso, a proposta cria um Cadastro Nacional de Pedófilos, a ser organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunindo informações sobre condenados por crimes dessa natureza.

Próximos passos

Com a aprovação na Câmara dos Deputados, o texto seguirá agora para análise no Senado Federal. Caso seja aprovado sem alterações, o projeto será encaminhado para sanção presidencial.

Debate acalorado

A votação gerou intenso debate entre parlamentares, com opiniões divididas sobre a eficácia e a ética da medida. Enquanto defensores argumentam que a castração química é uma forma de proteger crianças e adolescentes de abusadores reincidentes, críticos apontam questões de direitos humanos e sugerem que a proposta pode ser inconstitucional.

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