O PSDB e o DEM anunciaram que vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão de fatiar o julgamento da agora ex-presidente Dilma Rousseff no impeachment, que levou ao abrandamento da pena e livrou a petista da inabilitação política por oito anos. Para o líder do PSDB no Senado Cássio Cunha Lima que há poucos dias tinha afirmado: “O PMDB começou a tratar o PSDB da maneira que era tratado pelo PT”, reclamou o líder que ontem voltou atrás e disse: “Não vamos fazer disso um cavalo de batalha”.
Parlamentares dos dois partidos se reuniram na última quarta-feira para definir os detalhes do recurso e como passariam a se comportar na base aliada do presidente Michel Temer (PMDB). O voto dos peemedebistas causou uma crise com tucanos e democratas.
O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) culpou o PMDB pelo desfecho do julgamento e se disse surpreendido em cima da hora. Ele colocou em dúvida o compromisso real de lideranças peemedebistas com o governo Temer e as reformas propostas econômicas e acordadas com o partido.
Parcela do PSDB passou a defender ao fim da votação um rompimento com Temer. Eles reclamaram de não terem sido avisados da posição dividida do PMDB. “O PMDB começou a tratar o PSDB da maneira que era tratado pelo PT”, reclamou o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB). “Nós e o Democratas fomos surpreendidos. Não houve uma palavra de ninguém do PMDB na direção dessa mudança de posição”, disse Aécio. “Se nós percebermos a quantidade de ambiguidades que já havíamos denunciado e sinalizado antes, certamente esse apoio não poderá existir, já que não haverá compromisso com essas reformas. Para nós não foi nada positivo a posição final de inúmeros e ilustres líderes do PMDB na segunda etapa dessa votação.”
Nesta terça-feira (06), Cássio demostrou outro comportamento ao minimizar suas declarações em entrevista ao portal Diário do Poder na coluna do jornalista Cláudio Humberto. “Não vamos fazer disso um cavalo de batalha”, diz. Na Paraíba somente o senador Raimundo Lira (PMDB) seguiu pela manutenção dos direitos políticos da ex-presidente Dilma, alegando que não condena ninguém duas vezes.
Redação com Diário do Poder
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