O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) resolveu criticar a criação do TCM- Tribunal de Contas dos Municípios nesta sexta-feira (27) e não deixou de envolver o governador e adversário político, Ricardo Coutinho (PSB) na história.
Para Cássio, a instalação do TCM no Estado seria uma estratégia política de Ricardo para tirar a sua vice, Lígia Feliciano (PDT) do Governo.
"É uma manobra bem articulada para tirar Lígia, e assim usar sua vaga para barganhar com a Assembleia Legislativa. Lígia teria o nome indicado para uma das sete vagas de conselheiro da Corte. A criação do TCM é inoportuna e só servirá para tirar a vice de Lígia e como instrumento para oprimir os prefeitos”, e acrescentou:
"Ele quer permitir que deputados ganhem empregos vitalícios. Além disso, se Lígia vai para o TCM deixa de existir vice-governador no estado e na segunda metade do mandato, a Assembleia escolherá o vice-governador diante da possibilidade de Ricardo se afastar para disputar outro cargo eletivo em 2018″, declarou. Cássio continuou fazendo as críticas falando sobre gastos desnecessários e manobras políticas.
“Vão gastar milhões e milhões de reais, uma despesa permanente num estado pobre só para fazer um jogo de poder porque além de apadrinhar esses apaniguados na Assembleia, de levar a vice-governadora para o TCM e ficar com a vaga de vice para manobrar politicamente será um instrumento de pressão junto aos prefeitos pela política opressora que Ricardo faz”, falou.
O senador também refutou a ideia de que o TCM não gerará novas despesas ao estado, como governistas têm pregado nos últimos dias.
“Não há como não criar o TCM sem criar novas despesas, não prospera essa falsa ideia ou essa falsa informação de que vai apenas dividir o orçamento, isso não tem como acontecer porque o orçamento do TCE, praticamente, é todo comprometido com folha de pessoal e a Constituição garante que não se pode mexer em salário. No momento em que a Paraíba vive a maior crise de abastecimento de água de sua história, de segurança pública, a UEPB saiu de cinco meses de greve sem nenhuma conquista, falta medicamentos e vacinas nos hospitais, microcefalia, problemas na educação”, disse.
Por fim, Cássio lembrou que desistiu que criar o órgão na época em que foi governador por conta do apelo da sociedade e por ter se convencido de que o estado não comportaria as despesas com um novo tribunal.
“Quando eu fui governador, cheguei a cogitar a possibilidade de criação do TCM e voltei atrás numa postura democrática e respeitosa após ouvir a sociedade, as manifestações públicas dos auditores e conselheiros do TCE, e sobretudo, me convencer de que não era possível criar o TCM dividindo o orçamento do Tribunal de Contas e recuei da ideia de criar despesas desnecessárias”, acrescentou.
Redação
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