Cássio nega tramóia para deixar Ricardo inelegível e rebate intimidação de Hervázio
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), negou, nesta sexta-feira (25), em entrevista a Arapuan FM, a existência de ‘uma tramóia’ com a ala ‘cassista’ de deputados estaduais na Assembleia Legislativa para provocar a inelegibilidade do governador Ricardo Coutinho no pleito deste ano, conforme boatos propagados nos bastidores da política. A Assembleia vai votar as contas do Governo RC, referente ao exercício 2011 e, caso reprove, deixará o socialista inelegível pelos próximos oito anos.
Sem papas na língua, Cássio defendeu a legitimidade e a independência do poder legislativo e avisou que ‘não vai meter a colher’ na autonomia do legislativo estadual.
“A Assembléia não é formada por golpistas, a assembléia cumprirá o seu papel constitucional, cujo dever é analisar, apreciar e julgar as contas do governo e cabe a eles dar a transparência a esse processo e saber por que outras instâncias recomendaram a rejeição das contas. Depois disso, com autonomia e independência eles devem decidir”, falou.
Cássio disse ainda que desconhece os pontos do relatório que provocaram a rejeição das contas do Governo e ratificou que a responsabilidade é exclusiva da Assembleia e que, portanto, não intervirá.
“Confesso que não conheço os pontos desse relatório, não é minha prioridade e para ser muito direto, é preciso respeitar a autonomia da ALPB. As contas tem que ser julgadas dentro da autonomia e da independência, não vou meter a colher nisso”, afirmou.
RECADO DE HERVÁZIO
Sobre o recado do deputado estadual Hervázio Bezerra que avisou que vai querer desenterrar as contas do Governo do PMDB e do Governo do PSDB para que também seja analisado no debate da audiência pública sobre as contas do Governo do PSB, o tucano minimizou.
“Você não deve temer a provocação política, pois isso faz parte do jogo e não estou preocupado em fazer esse embate político. O que Hervázio faz é o proselitismo político, as minhas contas foram aprovadas, as de Maranhão também foram, então é um ato de revanchismo, como se ele pudesse desarquivar contas já aprovadas para fazer revanche”, ponderou.
Para Cássio, Hervázio se agarrou à postura da intimidação.
Márcia Dias
PB Agora
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