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Cássio e Romero não têm como justificar citação em lista da Odebrecht

Sem doação oficial, Cássio e Romero não têm como justificar citação em lista da Odebrecht

A negativa de tucanos sobre a inexistência de doações oficiais em seus nomes, por parte da empreiteira Odebrecht, investigada pela Operação Lava Jato por comandar distribuição de propina para políticos, pode apontar o envolvimento dos paraibanos Cássio Cunha Lima, senador da República, e Romero Rodrigues, prefeito de Campina Grande, no esquema de “Caixa 2”.

O choque de informações é um alerta. Na lista das doações oficiais recebidas pela dupla e entregue à Justiça Eleitoral, a Construtora Odebrecht não é citada como fonte doadora da campanha de nenhum dos tucanos. Mas, na lista divulgada hoje pela Polícia Federal, com indícios de envolvimento de políticos no esquema de pagamento de propina, a menção ao nome dos dois paraibanos causa estranheza.

Romero teve expressamente o nome citado como beneficiário de uma quantia de R$ 300 mil no ano de 2014. Já a menção ao nome do senador Cássio na lista, apareceu na planilha na parte de “aliados históricos”.

As iniciais do nome do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (CCL) aparecem seguidas da sigla do Estado da Paraíba (PB). No documento, todos os que são apontados como “aliados históricos” teriam sido favorecidos com a bagatela de R$ 500 mil da Odebrecht.

Apesar de a Odebrecht não estar entre as fontes oficiais de doação da campanha do senador tucano, Cássio declarou á justiça eleitoral, no entanto, que recebeu doações das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez. Todas também denunciadas na operação Lava Jato, pelo doleiro Alberto Yousseff, acusado de ser o operador do esquema que pagava propina a políticos e a partidos políticos.

Nas doações oficiais, o senador paraibano tucano recebeu R$ 500 mil da Queiroz Galvao; R$ 300 mil da OAS e R$ 200 mil da Andrade Gutierres, totalizando R$ 1 milhão.

 

Nas redes sociais o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, confirmou que não recebeu nenhuma quantia da empreiteira. Ele também não soube explicar como seu nome apareceu na lista. Como afirmou que não recebeu nenhuma quantia da Odebrecht, Romero agora terá que provar que seu nome não está envolvido em um possível esquema de “caixa 2”.

As investigações apontam que as planilhas, divulgadas pela Polícia Federal, são riquíssimas em detalhes – embora os nomes dos políticos e os valores relacionados ainda não devam ser automaticamente considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados.

São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam ainda nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

O ex-senador Cícero Lucena, do PSDB da Paraíba, também foi citado na lista dos mais de 200 políticos que teriam sido beneficiados com as doações de empresas investigadas pela Lava Jato, em 2014. Assim como o prefeito de Campina Grande, Cícero também alegou que não disputou a eleição de 2014, e que não tem conhecimento sobre o recebimento de nenhuma doação da Odebrecht em seu nome.

 

LEIA TAMBÉM – Na Paraíba, pai e filho receberam mais de um milhão em doação de empresas da Lava Jato

 

 



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