Caso Princesa Isabel: Major Fábio diz que alertou o Governo sobre situação das divisas abertas e cobrou ações
Na Câmara Federal o deputado paraibano, Major Fábio (DEM), manifestou
preocupação com a situação da Segurança Pública da Paraíba, principalmente,
após os momentos de terror vividos pela população de Princesa Isabel, nesta
terça-feira (28), quando um grupo com mais de dez bandidos fortemente
armados e vestidos com roupas do Exército implantou o terror na população.
Os criminosos fizeram pessoas reféns, assaltaram as agências do Banco do
Brasil, Bradesco e uma casa lotérica. A ação durou cerca de 50 minutos.
-Repetidas vezes chamei atenção da cúpula da Segurança do estado para a
situação das nossas divisas que estão sem nenhum policiamento. Os bandidos
aproveitam para entrar e sair quando bem entendem, pois sabem que não
existem barreiras policiais. A Paraíba, infelizmente, está com suas portas
abertas ao crime. O próprio secretário de Segurança Pública afirmou em
entrevista ao Jornal da Paraíba, que as nossas fronteiras no interior estão
abertas, os municípios estão vulneráveis, a população está com um
sentimento de medo, relatou em plenário o deputado Major.
O parlamentar lembrou ainda a necessidade de aquisição do helicóptero para
a polícia da Paraíba, tendo inclusive destinado emenda individual no valor
de R$ 8 milhões no Orçamento Geral da União (OGU) 2011. “No caso de
Princesa Isabel tivemos que pedir emprestado o helicóptero de Pernambuco.
Eu destinei recurso para aquisição da nossa aeronave e o Governo fez o que
para liberar? Apresentou o projeto? O Governo gasta tempo com política
partidária, com adesão de prefeitos e esqueceu o mais importante que é
cuidar da saúde, educação e segurança das pessoas”, protestou.
Também por iniciativa do Major Fábio, a situação da área de Segurança
Pública foi tema de audiência pública na Câmara Federal. “Mas o secretário
preferiu ignorar o debate e não participou. E lamentavelmente que paga a
conta da falta de compromisso do Estado é o povo da Paraíba. Os moradores
de Princesa ficaram reféns da criminalidade, enquanto a polícia não teve
como agir, pois não tem efetivo suficiente. Faltam equipamentos, armas,
viaturas e até coletes. Faltam salários dignos e uma política de
reconhecimentos dos nossos policiais”, desabafou o Major.
Ascom







