Vingança. Esse foi o motivo principal do assassinato do advogado e ex-vereador Manoel Mattos, executado em janeiro deste ano, em Pitimbu, de acordo com relatório final da Polícia Civil. As investigações foram concluídas pelo delegado Walter Brandão, designado em caráter especial para o caso que teve repercussão nacional. Brandão apresentou o inquérito à Justiça no final da tarde desta sexta-feira (27).

Cinco pessoas foram indiciadas. Quatro delas estão presas. José da Silva Martins, o Zé Parafina, acusado de ser o autor dos tiros que mataram Manoel Mattos, Cabo Flávio Inácio Pereira, considerado o mandante do crime, e ainda os irmãos Cláudio Borges e José Nilson Borges.

Walter Brandão concluiu que o crime foi motivado por vingança, pois acusados foram denunciados por Manoel Mattos que militava contra grupos de extermínios no Nordeste.

O inquérito foi concluído dentro de 34 dias após o assassinato. O caso teve repercussão nacional por se tratar de uma das testemunhas da CPI do Extermínio no Congresso Nacional e vice-presidente estadual do PT de Pernambuco.

Versões – Em depoimento à polícia, Cláudio Roberto acusou José da Silva Martins, 37 anos, conhecido por Zé Parafina, e cabo Flávio pela execução de Manoel Mattos. Já Parafina, atribui a execução a Claudinho e Flávio.

“José da Silva confessa que esteve com a arma, mas afirma que no dia do crime ela estava em poder de Cláudio. Já José Nilson diz que a arma estava com Parafina e Flávio”, detalhou Walter Brandão, afirmando que apesar das diferentes versões, os depoimentos confirmam cada vez mais o envolvimento de todos no assassinato.

Uma pessoa identificada apenas como “Sérgio”, ainda está foragido, mas segundo a Polícia deverá ser preso nos próximos dias.
 

 
PB Agora

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