Categorias: Política

Cartaxo cobra participação efetiva do PT na escolha da chapa majoritária para 2026: “O partido não vai só bater palma”

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Em entrevista concedida à Arapuan FM na tarde desta quarta-feira (14), o deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) defendeu a necessidade de o Partido dos Trabalhadores ter voz ativa na definição da chapa majoritária que será apoiada pelo campo governista nas eleições de 2026. O parlamentar criticou a exclusão do PT das discussões e alertou que a legenda não aceitará ser apenas espectadora do processo.

“O PT vai ficar batendo palma, vai ficar olhando? Vai decidir o quê? Eu acredito que é natural que o partido participe pelo menos do debate, dessa construção, dessa leitura política”, disse Cartaxo, em tom crítico. Ele ressaltou que, apesar de o PT integrar a base do governador João Azevêdo, não há qualquer garantia de que o partido esteja sendo de fato ouvido na formação da futura aliança.

Cartaxo ainda citou a indefinição dentro da própria base aliada sobre nomes como Lucas Ribeiro, Cícero Lucena, Adriano Galdino e Hugo Motta, que surgem como possíveis pré-candidatos ao Governo do Estado. Para o deputado, o próprio grupo governista ainda não chegou a um consenso, e a ausência de clareza por parte do governador João Azevêdo quanto à sua possível candidatura ao Senado reforça o cenário de incerteza.

“Hoje nem eles estão se entendendo. Existe uma indefinição por parte do governador se vai disputar o Senado ou não. Ao meu ver, ele deve disputar, é um caminho natural. Mas o cargo de governador e vice precisa de debate. O PT precisa estar dentro disso”, afirmou.

O parlamentar enfatizou que o peso político do PT, sobretudo diante do cenário nacional com a presidência de Lula, deve ser levado em consideração na formação da aliança local. “Não é automático. Lançaram um nome e o PT vai apoiar de todo jeito? Não. O partido tem força, tem base, tem militância e tem responsabilidade com a disputa nacional. Então precisa estar presente no processo desde o início”, alertou.

Cartaxo também mencionou que o partido passará por eleições internas em julho, o que deve renovar sua direção estadual e permitir um reposicionamento político para os meses seguintes.

“Vamos ter paciência, aguardar a eleição do novo diretório, e a partir daí construir um diálogo real para acompanhar de perto esse processo. A decisão do PT vai passar pela militância e pela direção nacional também.”, concluiu.

Redação

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