Vereadores de João Pessoa divergem sobre suposta viagem à Argentina e ordem de entrega de passaporte envolvendo o senador
A situação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) provocou reações divergentes entre vereadores de João Pessoa nesta terça-feira (27). Enquanto Carlão pelo Bem (PL) saiu em defesa do parlamentar e criticou a atuação da Polícia Federal, Marcos Henrique (PT) cobrou responsabilização e defendeu que as autoridades localizem o senador.
Carlão questionou a situação e classificou o cenário político brasileiro como uma “democracia de gabinete”. O vereador argumentou que Flávio é senador da República e lembrou que ele disputou o segundo turno da eleição presidencial. Também criticou a ordem relacionada ao passaporte do parlamentar e afirmou que Jair Bolsonaro está preso injustamente.
“Que democracia a gente vive? […] Onde você já viu um ex-candidato à Presidência da República que foi ao segundo turno, que teve quase metade dos votos do Brasil, senador da República, ao terminar as eleições, no outro dia visitando o pai, que está preso injustamente, receber uma ordem num processo que não tem devido processo legal?”, declarou.
Em sentido oposto, Marcos Henrique criticou a conduta da família Bolsonaro e defendeu que Flávio seja responsabilizado. O vereador do PT comparou a situação ao abandono de um navio que está afundando e afirmou que a família teria um padrão de comportamento diante de derrotas políticas.
“Quando o navio começa a afundar, os ratos começam a pular. Para mim não é surpresa nenhuma, porque a família tem o mesmo modus operandi. Eles, quando perdem, saem, fogem”, afirmou.
O parlamentar acrescentou que espera que a Polícia Federal localize o senador e que ele responda pelos crimes que, segundo Marcos Henrique, teria cometido.
A polêmica ganhou novos contornos após a informação, apresentada durante o debate, de que Flávio Bolsonaro não teria entregado o passaporte em cumprimento à ordem atribuída ao ministro Alexandre de Moraes. Eventuais consequências jurídicas, incluindo a possibilidade de prisão, dependem das decisões e providências das autoridades competentes. As declarações repercutiram no programa Arapuan Verdade.
Redação
