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Candidato a vereador na Paraíba criou cooperativa para comprar votos, diz promotora

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 A Polícia Federal informou, em entrevista coletiva, que prendeu um candidato a vereador de João Pessoa durante operação realizada ontem (21). Ironaldo Leal de Oliveira (PP) é suspeito de comandar um esquema de compra de votos através da concessão de moradia. De acordo com a promotora, Cristiana Ferreira Vasconcelos, da 76ª Zona Eleitoral, ele teria fundado a cooperativa habitacional com o objetivo da cooptação de apoios eleitorais. A PF informou que outro político também foi detido sob suspeita de participação no esquema.

 

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a assessoria do candidato e do partido, mas as ligações não foram atendidas.

Segundo a promotora, o candidato cadastrava pessoas na cooperativa dando garantias que conseguiria moradias para elas, através de programas federais, caso fosse eleito. No momento do cadastro as pessoas informavam dados pessoais, inclusive título eleitoral e seção eleitoral. “As evidências apontam que essa cooperativa foi exatamente feita com a intenção de cooptação de votos. Uma fraude eleitoral”, afirmou Cristiana Ferreira. Ela informou também que pela documentação apreendida, cerca de seis mil pessoas estavam cadastradas na cooperativa.

 

O superintendente da Polícia Federal na Paraíba, Marcelo Cordeiro, informou que as investigações que resultaram na Operação Vivenda teve início há cerca de duas semanas. Além dos dois mandados de prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no escritório da cooperativa no Centro de João Pessoa e em uma casa no Valentina Figueiredo.

 

Ainda conforme Cordeiro, quando a PF chegou à casa do candidato, no bairro dos Bancários, ele tentou fugir. Mas, os policiais o perseguiram e conseguiram efetuar a prisão. O superintendente também informou que além do crime de estelionato eleitoral, o político também vai ser investigado por supostamente ter feito ameaças há algumas pessoas.

 

“Ele vai responder por ameaça e também por estelionato eleitoral. Pode pegar até quatro anos de prisão”, informou. “Ele pegava a documentação para fazer pressão psicológica e usar isso em seu interesse próprio”, completou.

 

De acordo com a Polícia Federal, o candidato e o filho dele serão ouvidos na sede do órgão, que fica na cidade de Cabedelo e depois devem ser transferidos para um presídio.

 

A PF informou ter reunido documentos e material de informática que comprovam a fraude. Tudo o que foi apreendido será analisado e periciado, podendo resultar na identificação de outras pessoas que tenham participado das fraudes.

 

G1

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