A troca de “afagos” entre o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o Senador Cássio Cunha Lima (PSDB), acenando para uma aliança duradoura entre os dois, ganhou novos elementos politicos nesta terça-feira (26). Os dois principais líderes dos partidos já marcaram um encontro para tratar de estratégias políticas para 2014, e o resultado da conversa deve se refletir diretamente na Paraíba. Tucanos e socialistas deverão mesmo estar em um mesmo palanque. A decisão contraria a ala tucana na Paraíba que defende a tese de candidatura própria, e, consequentemente, o rompimento de Cássio com o atual mandatário do Palácio da Redenção.

A edição da Folha de São Paulo desta terça-feira, trouxe uma ampla matéria acenando que a possibilidade da aliança entre o PSDB e o PSB ser mesmo mantida na Paraíba, com o aval da executiva nacional das duas legendas. Segundo a matéria os prováveis rivais em 2014 no campo da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) se encontrarão reservadamente pela primeira vez desde a aliança do pernambucano com Marina Silva. O propósito é combinar o jogo pré-eleitoral nos Estados e deve ocorrer ainda essa semana.

 

No encontro, o governador e o senador irão renovar o pacto de não agressão firmado antes da adesão de Marina e calibrar o discurso de oposição ao governo petista. Depois de Minas e Pernambuco, os dois ambicionam tratar de palanques no Piauí, na Paraíba e no Espírito Santo, com o PSB apoiando o PSDB nos dois primeiros casos e o inverso no último. De acordo com a folha, Aécio e Eduardo já conversaram por telefone e acertaram algumas estratégias para 2014. Ainda segundo a reportagem, as conversas entre PSB e PSDB que podem se refletir na Paraíba, eram mais estreitas antes de outubro. Até então, nem mesmo a participação de Campos no governo Dilma inibia encontros entre ambos. Vale lembrar que um dos coordenadores de campanha de Aécio é o senador paraibano Cássio Cunha Lima, aliado na Paraíba de Ricardo Coutinho.

Confira a matéria na integra abaixo:
Aécio e Campos discutirão aliança regional

Ambos conversaram por telefone na semana passada e decidiram marcar um jantar. Ainda não há data para o encontro, que pode ocorrer ainda nesta semana, dependendo da agenda dos dois. As conversas entre PSB e PSDB eram mais estreitas antes de outubro. Até então, nem mesmo a participação de Campos no governo Dilma inibia encontros entre ambos.

As reuniões eram frequentes até a relação mudar no último 5 de outubro, data que o governador de Pernambuco selou a surpreendente aliança com Marina.

O fato deu notoriedade a Campos, ainda desconhecido nacionalmente, permitindo-lhe pegar carona no alto conhecimento da ex-senadora, terceira colocada na disputa pelo Planalto em 2010.

Com a aliança, interlocutores do governador passaram a dizer que o pernambucano reúne mais condições de derrotar Dilma do que o tucano.

Na avaliação de auxiliares, enquanto estava sozinho, o governador dependia mais do PSDB para negociar palanques duplos nos Estados, aproveitando a força partidária que o PSB não tem.

Entretanto, ao ter a popularidade de Marina a seu lado, ele pode discutir os acertos locais em condições menos desfavoráveis.
A conversa atual, portanto, tem conotação diferente das anteriores. No passado, havia articulação para os dois seguirem juntos em dez Estados. Agora, as negociações devem focar, primeiro, em Pernambuco e Minas.

No primeiro caso, Campos tenta evitar que o tucano Daniel Coelho, deputado estadual e adversário forte por lá nas eleições municipais de 2012, concorra contra seu candidato a governador. Já Aécio deseja o apoio do PSB a seu candidato em Minas.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Campos e Aécio sabem que precisarão disputar uma vaga no segundo turno e que a combinação entre os dois termina no momento em que um tiver mais chances de tirar o outro da disputa.

Mas, por ora, um jogo minimamente ensaiado convém justamente para provocar o segundo turno contra Dilma.

No encontro, o governador e o senador irão renovar o pacto de não agressão firmado antes da adesão de Marina e calibrar o discurso de oposição ao governo petista.

Depois de Minas e Pernambuco, os dois ambicionam tratar de palanques no Piauí, na Paraíba e no Espírito Santo, com o PSB apoiando o PSDB nos dois primeiros casos e o inverso no último.

Em São Paulo o acerto é mais difícil –o PSB pode seguir na vice de Geraldo Alckmin (PSDB), hipótese considerada ruim por aecistas, temerosos de ver o maior colégio eleitoral do país dividido e o eleitor tucano confuso sobre quem, se o pernambucano ou o mineiro, seria o real candidato do governador paulista, candidato à reeleição.

PBAgora com folha

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