Mesmo com o dobro do eleitorado de Campina Grande, João Pessoa não conseguiu figurar no topo dos municípios paraibanos com maior influência em uma disputa eleitoral no Estado. Durante a última semana, as cidades disputaram ‘voto a voto’ a preferência dos internautas, que participaram da enquete proposta pelo PB Agora, questionado: Qual cidade pode decidir a eleição ao Governo da Paraíba?
Mesmo liderando a consulta maior parte do tempo, a Capital foi ultrapassada pela ‘Rainha da Borborema’ já nos últimos dias, firmando-se como a escolhida.
O resultado foi esse: 1º Campina Grande 48,36% (413 votos), 2º João Pessoa 44,50% (380 votos), 3º Sousa 2,12% (18 votos), 4º Patos 1,52% (13 votos), 5º Guarabira 1,41% (12), 6º Cajazeiras 1,29% (10 votos), Santa Rita 0,82 (7 votos).
Não é de se surpreender que a cidade do Maior São João do Mundo tenha figurado em 1º lugar na pesquisa. O questionamento é: ‘Por que não a Capital?’. A resposta está na própria pergunta: justamente por ser o que é.
Segundo especialistas em marketing político, não é comum uma Capital conseguir figurar como a grande influência eleitoral em um Estado (mais ainda quando possui outro polo importante, tão bem centralizada geograficamente).
A grande razão, explicam os marqueteiros, é que a Capital não possui uma identidade própria, por ser formada pela comunhão de pessoas de várias localidades, inclusive, de outros Estados. Desta feita, as paixões políticas ficam divididas, diferentemente de um município onde a grande maioria dos vizinhos ou são parentes ou confidentes.
Por outro lado, pode surgir a questão: ‘E Campina Grande não atrai grande leva de migrantes?’. Sem dúvida a resposta será ‘sim’. No entanto, a Rainha da Borborema guarda consigo uma identidade eleitoral própria, onde o bairrismo (ou mesmo “o campinismo”) impera.
Uma situação notória e indiscutível é a que “campinense vota em campinense”, e isso sempre fez muita diferença nas urnas. Grande prova dessa teoria é o fato dos “nativos” recentemente terem eleito dois governadores identificados com a cidade (um por natureza, o outro por adoção).
Se analisarmos as discussões em torno das composições políticas, deixaremos ainda mais evidente a influencia do campinismo nas decisões. Enquanto de um lado, Maranhão (PMDB) lutava para ter Veneziano como vice, dou outro Ricardo segurava o campinense Cássio em sua majoritária. No resultado desse “jogo de encaixes”, o governador fez outro campinense seu candidato a senador, enquanto Ricardo apostou mais fichas na influência de Campina Grande: escolheu Rômulo como seu vice.
Uma matéria vinculada no Estadão, na manhã desta segunda-feira (30), mostra que a receita vem dando certo. Ao citar a evolução das pesquisas na Paraíba, o jornal paulistano salientou tanto o ex-governador como Vitalzinho (PMDB) como os prováveis ocupantes das cadeiras do Estado no Congresso. Em suma: Campina Grande poderá eleger dois Senadores.
Em último?
O que de fato surpreendeu foi ver Santa Rita na última posição do ranking das que mais influenciam uma eleição na Paraíba, segundo internautas. Terceira maior cidade do Estado, e, consequentemente, a terceira em número de eleitores, a terra dos canaviais não conseguiu superar cidades de porte menor, como Guarabira e Sousa.
Grata surpresa
Por falar em Guarabira, foi ela a grande “zebra” dessa pesquisa. Longe de ser um recanto esquecido no mapa paraibano, chamou atenção o município aparecer à frente inclusive de Patos, que possui quase o dobro de eleitores.
Luis Alberto Guedes
PB Agora
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