O potencial eleitoral de Campina Grande é considerável. Disso, ninguém duvida. Aliás, a história da política paraibana reforça a tese, pois Campina Grande tem sido decisiva nos pleitos estaduais. Vejamos: no 1.º turno da eleição de 1990, Campina deu 85.602 votos a Ronaldo Cunha Lima, contra 20.423 de Wilson Braga. No 2.º turno, a ‘peia’ foi maior: 106.735 para RCL e 22.116 para Wilson.
No 1.º turno de 94, Campina deu 66.841 votos a Antônio Mariz, contra 26.455 de Lúcia Braga. No 2.º turno, Mariz teve 92.582, contra 29.292 de ‘Mainha’ (note que, em 94, a ausência de um campinense na chapa acabou, inclusive, reduzindo o número de votantes nos dois turnos, em relação a 1990). Em 2002, no 1.º turno, Cássio teve 111.332 votos, contra 35.971 de Roberto Paulino. No 2.º turno CCL teve 138.799 e Paulino, 48.156. E, finalmente, no 1.º turno de 2006, CCL teve 136.706, contra 63.970 de José Maranhão. Já no 2.º turno, CCL ampliou para 143.112 e Maranhão caiu para 63.562.
Embora a oposição a CCL na cidade tenha ampliado sua votação gradativamente, eleição após eleição, fruto da ascensão do grupo de Veneziano, a diferença ainda foi considerável, em 2006.
Agora em 2010, mais uma vez, a cidade terá o seu peso considerado – e esta importância já começa a ser medida agora, no período pré-convenção, no qual estão sendo tomadas as decisões.
Em Campina Grande, a história recente da política apresenta dois grupos dividindo a cidade. De um lado, o grupo Cunha Lima, que passou mais de duas décadas no poder e perdeu para um vereador que, hoje, comanda um forte agrupamento político. Os cassistas, mesmo derrotados na eleição municipal, mantiveram sua musculatura com a ascensão de Cássio ao governo estadual e com as eleições de membros para a Assembléia Legislativa e Câmara Federal.
Do outro lado está o grupo de Veneziano, que cresceu e ganhou força após sua eleição para prefeito, em 2004. Hoje, mantém a Prefeitura de Campina e representantes em Brasília e na AL. Mas a verdade é que o poder continua dividido em Campina.
Vitalzinho e Rômulo disputaram eleição para a Câmara Federal e os dois foram os mais votados em Campina, com uma diferença mínima. Ou seja: a cidade se dividiu. Veneziano e Rômulo disputaram, duas vezes, a Prefeitura campinense. Veneziano venceu as duas: a primeira com placar apertadíssimo e a segunda com placar dez vezes maior, mas não ao ponto de evitar um ‘meio a meio’ político na cidade. Novamente, a cidade se dividiu, o que equipara as duas forças. E, na política, é assim: forças equiparadas, potenciais equiparados, poder de indicação equiparado, também.
É com este cenário que os dois principais agrupamentos políticos de Campina chegam na eleição estadual de 2010. De um lado, o grupo cassista, apoiando Ricardo Coutinho e pleiteando espaços na majoritária. Inicialmente, com a vaga de senador para Cássio. Mas, agora, o próprio Cássio (comandante do grupo) já faz a indicação da segunda vaga, a de vice, que ficará para Rômulo ou Ivandro Cunha Lima. ‘Prego batido e ponta virada’, porque Ricardo Coutinho, hoje, é refém do grupo cassista.
Do outro lado está o grupo de Veneziano, que ainda não decidiu se permanece na Prefeitura até o final do mandato ou se entra na disputa. Se entrar, poderá ser para vice-governador ou Senador. Se permanecer na PMCG, tem o irmão, Vitalzinho, como principal trunfo (para o Senado) e Nilda Gondim e Ana Cláudia Nóbrega (para vice).
Se do lado de Cássio a definição já ocorre, com o próprio Cássio candidato a Senador e a vice ficando para Rômulo ou Ivandro; do lado Venezianista falta apenas a definição. Desta forma, o grupo pode apresentar Veneziano para vice ou para o Senado; Vitalzinho para vice ou para o Senado; e Nilda Gondim e Ana Cláudia para vice.
A verdade é que a representação de Campina Grande em cada chapa vai pesar – e muito. O ‘Campinismo’ ou a ‘Campinomania’, difundidos pelo tribuno Vital do Rego, não permitirão que um lado saia enfraquecido, em relação ao outro. Se um grupo apresentar dois candidatos formando a proporcional, o outro deve, obrigatoriamente, apresentar dois também, sob pena de sair perdendo logo no ponto de partida da campanha.
É bom lembrar aos pré-candidatos ao Governo do Estado que Campina Grande é considerada o segundo colégio eleitoral do estado, se a cidade for analisada de forma isolada; mas torna-se o primeiro e mais importante, se for analisada a partir da região que polariza (Campina, sozinha, tem menos votos que João Pessoa; mas Campina e região tem mais votos que João Pessoa e região). Tá feito o alerta.
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