Deputados podem votar hoje o reajuste de seus próprios salários e os da cúpula do Executivo. O acordo, fechado ontem durante reunião de líderes partidários, é que os vencimentos sejam igualados aos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que ganham atualmente R$ 26,7 mil.

A Mesa Diretora tem reunião marcada para a manhã de hoje para terminar de detalhar a proposta. A ideia é votar a declaração de "urgência" da matéria antes, para ver se haverá algum tipo de resistência, e depois partir para o mérito. O requerimento para a urgência já está pronto para a pauta. A iniciativa foi antecipada pela Folha, no começo do mês passado.

O quarto-secretário da Câmara, Nelson Marquezelli (PTB-SP), deve apresentar dois textos, um para o salário do presidente, vice e ministros, e outro para os deputados e senadores.

Os congressistas hoje recebem R$ 16, 5 mil, mais benefícios. Como deputados estaduais e vereadores têm salários vinculados ao do Congresso, a previsão é de um efeito cascata de pelo menos R$ 1,8 bilhão ao ano. Não há efeito cascata no Executivo, mas com o aumento, governadores, secretários e prefeitos devem trabalhar para também reajustarem seus contracheques.

Além de igualar os salários com os do Judiciário, os deputados pretendem apresentar no ano que vem uma proposta de emenda à Constituição para determinar que cada aumento do subsídio dos ministros do Supremo reflita automaticamente no salário dos congressistas.

Na reunião de ontem, apenas o PSOL fez objeção, defendendo um aumento gradual para os congressistas.

"Não devemos ser hipócritas. Todos aqui achamos que o aumento é necessário", disse o deputado Eduardo Cunha (RJ), que representou o PMDB na reunião de líderes.
 

Folha Online

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