O Centrão, fiador da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Planalto, começa a antecipar as movimentações para um possível desembarque. Caciques do DEM, PR, PP, PRB e Solidariedade pretendem tomar a decisão amanhã. Eles aguardam apenas a divulgação das próximas pesquisas de intenção de voto para resolverem a cartada final do bloco. Aliados dizem que conversas com Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estão na mesa, mas encontram resistência entre alguns partidos. Flertes e deserções surgem a uma semana do pleito.

Como a ideologia do Centrão não é clara, isso permite que as siglas se alinhem tanto com a direita quanto com a esquerda. Nos corredores do Congresso, parlamentares que tentam a reeleição estão tranquilos. Sabem que qualquer um que seja eleito precisará do apoio do grupo: o bloco tem mais de 200 cadeiras no Parlamento. “A discussão é, basicamente, para não se jogar apoio fora. Não dá para investir novamente em alguém que não terá chances de seguir adiante. Com o apoio dos parlamentares no Executivo, teremos uma pauta minimamente comum. Isso significa mais governabilidade”, analisou um dos assessores do PR na Câmara.

O professor de ciência política da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Felippo Cerqueira acredita que “a grande questão” envolvendo o possível desembarque na candidatura do PSDB é o volume de deputados e senadores “de volta ao jogo”. “Eles (os parlamentares que se candidataram à reeleição) estão com suas campanhas encaminhadas e não precisam do apoio de um futuro presidente. A recíproca, entretanto, não é verdadeira. Como a eleição está imprevisível até agora, os presidenciáveis têm mais a perder. Esse é o ponto. O Centrão não perde nunca.”

A candidatura de Geraldo Alckmin ganhou ares de primeiro pelotão ao desbancar a de Ciro Gomes (PDT) na luta pelo apoio do Centrão, com dinheiro e tempo de tevê. O Solidariedade, um dos últimos partidos a endossar a aliança com o tucano, é um dos mais interessados em sair dela. “O negócio não andou. As pesquisas deram um revés nas últimas semanas, quando impugnaram o Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT), e o Geraldo acabou indo lá pra baixo. É claro que existem conversas sobre apoio a Haddad e Bolsonaro. É nosso interesse. Mas ainda não há nada organizado de fato”, contou um integrante do partido.
 

Esperança em Alckmin 

Caciques do PP compactuam com o posicionamento do Solidariedade, mas encontram resistência no DEM. Após desistirem da candidatura própria para apoiar Geraldo Alckmin, os demistas não querem acabar no zero a zero. À imprensa, o prefeito de Salvador e presidente do partido, ACM Neto, afirmou estar completamente desinteressado em discutir um cenário que tenha apenas Haddad e Bolsonaro. E aposta em Alckmin: “Eu não me canso de lembrar que, em 2014, Aécio (Neves) estava fora do jogo. Cravaram que a segunda rodada seria entre Marina (Silva) e Dilma (Rousseff). Só nos últimos 10 dias é que Aécio cresceu e a história da eleição mudou completamente”.

 

Redação

 


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