O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) afirmou nesta quinta-feira (23), que a definição do candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Efraim Filho (PL) não pode ocorrer por imposição de nenhum aliado. O parlamentar garantiu que a construção está sendo feita através do diálogo e reconheceu a importância política do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), para o projeto da oposição.
“A gente não pode impor. Obviamente, é um apoio importantíssimo, que é a máquina e a estrutura da cidade de Campina Grande, que é a segunda maior cidade, mas não pode ter imposição. Política com imposição já começa errado, mas, obviamente, nós iremos também ouvir o prefeito, se for por ventura a esposa dele não for a vice”, declarou Gilberto durante entrevista à rádio Correio 98 FM.
Nos últimos meses, o nome da primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima (PL), passou a ser apontado como um dos cotados para compor a chapa de Efraim, abrindo espaço para diferentes posicionamentos dentro do grupo político.
Enquanto o deputado estadual Sargento Neto (PL) negou qualquer conflito na base bolsonarista e defendeu que Bruno Cunha Lima tenha a prerrogativa de indicar o nome para a vice-governadoria, o comunicador e pré-candidato a deputado estadual Nilvan Ferreira (PL) questionou publicamente a possibilidade de Juliana ocupar a vaga. Segundo ele, o escolhido deve contribuir para ampliar a votação da chapa, especialmente em Campina Grande, e a decisão deve levar em conta o atual cenário político do prefeito.
As declarações de Nilvan foram rebatidas pelo vereador de João Pessoa e também pré-candidato a deputado estadual Carlão Pelo Bem (PL), que saiu em defesa de Juliana Cunha Lima. O parlamentar afirmou que a definição cabe exclusivamente ao senador Efraim Filho e que o nome do vice deve ser escolhido pela capacidade de fortalecer o projeto político.
PB Agora
