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A história política recente de Cabedelo tem sido marcada por uma sucessão de crises que atingem diretamente o comando do Executivo municipal. Nos últimos anos, cinco prefeitos — Luceninha, Leto Viana, Vitor Hugo, André Coutinho e, mais recentemente, Edvaldo Neto — estiveram, em maior ou menor grau, no centro de investigações, denúncias ou decisões judiciais que abalaram a administração da cidade.
O caso mais emblemático dessa sequência ocorreu com Leto Viana, preso durante a Operação Xeque-Mate, que investigou um esquema de corrupção, compra de apoio político e interferência no Legislativo municipal.
A operação revelou um modelo de gestão baseado, segundo os investigadores, na manutenção de poder por meio de práticas ilícitas.
Antes dele, Luceninha também enfrentou problemas judiciais e chegou a ser afastado do cargo, igualmente no contexto das investigações que sacudiram a política local na época.
Na sequência, Vitor Hugo assumiu a prefeitura, mas sua gestão também foi alvo de questionamentos e acabou sendo atingida por desdobramentos das mesmas investigações que já pairavam sobre o município.
Mais recentemente, André Coutinho teve o mandato cassado sob acusações de abuso de poder econômico e suspeitas de ligação com facções criminosas — um episódio que levou à realização de eleição suplementar na cidade.
O cenário, que já era instável, ganhou um novo capítulo com o afastamento de Edvaldo Neto, eleito justamente nesse pleito suplementar.
Ele foi retirado do cargo por decisão judicial durante operação que apura suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e possível ligação com organização criminosa.
A repetição de escândalos envolvendo diferentes gestões expõe um padrão preocupante. Em comum, os casos reforçam a presença constante de investigações que envolvem corrupção, uso indevido de recursos públicos e, mais recentemente, a possível infiltração do crime organizado na máquina pública.
Para a população de Cabedelo, o resultado tem sido um ciclo de instabilidade política, troca frequente de gestores e uma crise de confiança que se renova a cada novo episódio. Enquanto as investigações seguem e a Justiça avança sobre os casos, a cidade permanece tentando romper um histórico recente marcado mais por escândalos do que por estabilidade administrativa.
Nas redes sociais, um vídeo postado no instagram @memoriasparaibanas traz a memória da cidade apontando os últimos gestores desde 1989 na cidade portuária
PB Agora
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