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Bruno esclarece projteo anti esmolas

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O vereador Bruno Farias (PPS), de João Pessoa, esclareceu na manhã desta quinta-feira, o seu posicionamento sobre a mendicância, tema que ele considera uma verdadeira chaga aberta na cidade e que merece uma atenção dos poderes públicos. Ontem ele declarou na Câmara Municipal que é preciso abrir os olhos das pessoas sobre as implicações de se dar dinheiro nas ruas, sobretudo a crianças, que muitas vezes deixam de freqüentar a escola para ficar esmolando nas ruas e avenidas da capital;

Bruno Farias fez questão de ressaltar que concorda plenamente com a descriminalização da mendicância, cuja revogação do artigo 60 da Lei de Contravenção Penal previa pena de até três meses a quem pede esmolas. “Realmente, é uma incoerência: não tinha sentido um país com tantos necessitados punir quem estivesse mendigando”, declarou.

Para o vereador, “é preciso esclarecer que a intenção de incentivar a não mendicância é justamente uma forma de se cobrar dos poderes públicos ações que permitam que as pessoas não precisem se expor dessa maneira humilhante”. Ele informou, ainda, que não tem intenção alguma perseguir as pessoas necessitadas e, sim, lutar para que elas não precisem ir às ruas garantir alimentação.

Apoio às entidades

Em entrevista, o vereador revelou que tem andado por entidades filantrópicas e públicas que prestam serviços de acompanhamento aos necessitados e tem testemunhado a preocupação dos profissionais de Assistência Social, no que diz respeito, principalmente às crianças que muitas preferem estar nas ruas fazendo malabarismo a frequentar a sala de aula.
“Na minha concepção, é muito mais meritório e racional que a população, no lugar de dar dinheiro às pessoas nas ruas, possa apoiar financeiramente as entidades que prestam assistência direta aos necessitados”, opina.

 

Bruno lembra ainda às pessoas que costuma dar valores nas ruas que existe o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, que é gerido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social através de um Conselho Gestor cujas doações são dedutíveis no Imposto de Renda do cidadão e são repassados diretamente para as entidades que prestam serviços de assistência social aos necessitados da capital, “com toda a transparência e a certeza da realização de um trabalho sério feito por pessoas capacitadas e comprometidas, concluiu.
 

 

Assessoria

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