Categorias: Política

Briga familiar pode atrapalhar projeto de deputado de voltar à prefeitura

Briga familiar pode atrapalhar projeto de deputado estadual que sonha em voltar à prefeitura do Litoral da PB

 

O clima não é dos melhores entre o deputado estadual Branco Mendes (PEN) e seu sobrinho Renato Mendes. O motivo seria a disputa pela preferência popular da cidade de Alhandra por um dos dois, ambos têm o sonho de voltar para a prefeitura do município, que atualmente é administrada pelo prefeito Marcelo Rodrigues da Costa (PMDB) que vai buscar a reeleição.

 

O empecilho "dentro de casa" deixa os eleitores atordoados, pois eles se perguntam: Os dois vão se candidatar? Dividir o eleitorado não é a solução porque enfraquece um dos nomes, mas Branco Mendes busca aliados para unificar a preferência do eleitorado em torno de si.

 

Renato foi prefeito e esteve envolvido na Operação do Ministério Público- MP e Polícia Federal-PF Pão e Circo, fato que deve lhe prejudicar caso insista na ideia de candidatura. 

 

Relembre o caso através dos links abaixo ou no texto do Ministério Público da Paraíba:

 

Pão e Circo no Jornal Estado de São Paulo

Prefeitos beneficiavam parentes em esquema de desvio de verba na PB

 

MPPB oferece denúncia contra 23 envolvidos na operação “Pão e Circo”

O Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia contra 23 investigados na operação “Pão e Circo”, por crime de formação de quadrilha ou bando, além de outras infrações penais. Devido à complexidade do caso – mais de 50 relatórios técnicos foram gerados pelos órgãos de fiscalização pública -, novas denúncias serão feitas em breve, referentes aos crimes específicos cometidos em cada um dos vários municípios onde foram constatadas fraudes na contratação de empresas para realização de eventos festivos.

A denúncia, que tem mais de 200 páginas, foi protocolada, nesta terça-feira (29 de outubro de 2013), pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do MPPB (Gaeco) e pela 5ª Promotoria de Justiça Criminal de João Pessoa perante a 5ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

De acordo com o Gaeco, verificou-se que várias empresas “fantasmas” foram criadas com o propósito específico de desviar verbas públicas e fraudar procedimentos de contratação de serviços para a realização de eventos festivos, incluindo contratos com bandas musicais, montagem de palcos, som, iluminação, comercialização de fogos de artifícios, shows pirotécnicos, alugueres de banheiros químicos e serviços de segurança. Tudo isso com o envolvimento e a participação direta de prefeitos da época, de alguns de seus familiares e de servidores públicos.

A investigação apontou também para a montagem de procedimentos licitatórios, onde os envolvidos produziam toda a documentação, no intuito de formalizar os certames. Também foi constatado superfaturamento dos objetos licitados, que os serviços contratados não foram executados e que documentos foram forjados, atestando, dentre outras coisas, a falsa exclusividade de artistas e de bandas para justificar a inexigibilidade de licitações.

A complexidade do caso levou o MPPB a desmembrar a denúncia, inicialmente responsabilizando os envolvidos no esquema pelo crime de quadrilha ou bando e outros ilícitos correlatos. A investigação contou com o apoio do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

Pão e Circo

A operação “Pão e Circo”, em sua primeira etapa, foi deflagrada, em junho de 2012, pelo Gaeco, pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União para desarticular um esquema criminoso criado por empresários, funcionários públicos e prefeitos para fraudar licitações e desviar recursos municipais, estaduais e federais destinados à realização de eventos festivos, em 13 municípios da Paraíba: Mamanguape, Sapé, Solânea, Santa Rita, Itapororoca, Conde, Jacaraú, Mulungu, Boa Ventura, Capim, Cuité de Mamanguape, Alhandra e Cabedelo.

Na época, foram cumpridos 65 mandados de busca e apreensão, 28 de prisão temporária e 5 de condução coercitiva. Das 28 pessoas presas, 10 eram servidores públicos e, entre eles, estavam os então prefeitos de Alhandra, Sapé e Solânea.

O desdobramento das investigações revelou que muitos outros municípios paraibanos também foram vítimas do esquema criminoso. Estima-se que tenham sido desviados dos cofres públicos mais de R$ 50 milhões de reais.


 Assessoria

 

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