Bolsonaro diz à PF que mobilização para resgatar joias visava evitar crise diplomática

PUBLICIDADE

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Federal ontem (05), durante três horas, sobre o caso das joias sauditas que entraram ilegalmente no Brasil. O ex-chefe do Executivo sustentou, na oitiva, que soube apenas no ano passado sobre a apreensão do conjunto em diamantes, destinado à então primeira-dama Michelle Bolsonaro e avaliado em R$ 16,5 milhões.

Segundo fontes na PF, ouvidas pelo Correio, o ex-presidente também negou a intenção de ficar com as peças para aumentar o patrimônio pessoal. Disse, ainda, que a mobilização para resgatar o conjunto teve a intenção de evitar problemas diplomáticos com o governo da Arábia Saudita.

Na versão de Bolsonaro, caso chegasse ao país asiático a informação de que os presentes não chegaram às mãos de quem deveria recebê-los, a imagem do Brasil seria prejudicada no exterior. Ficaria a impressão de que o governo brasileiro não tem autoridade.

As investigações apontam que as tentativas de reaver as joias começaram ainda no dia da apreensão, em 26 de outubro de 2021, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. As peças estavam na mochila de Marcos André Soeiro, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Após ter os itens barrados na alfândega, Albuquerque teria voltado e tentado liberar o colar e os brincos cravejados de diamantes. Ele chegou a dizer que eram presente do governo saudita para Michelle Bolsonaro.

Também conforme as apurações, as tentativas de retomar o conjunto de joias se intensificaram no fim do ano passado, quando a gestão de Bolsonaro estava prestes a acabar. Foram acionados militares das Forças Armadas e a cúpula da Receita Federal. Nesse período, foi constatado o envolvimento pessoal do ex-presidente.

Um dos enviados para recuperar o kit, o então ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid, também prestou depoimento, ao mesmo tempo em que o ex-presidente. A oitiva dele, porém, ocorreu em São Paulo.

Mauro Cid confirmou que recebeu de Bolsonaro uma ordem para que fosse à alfândega verificar a situação das joias. No entanto, alegou que não ouviu determinação direta para que tentasse destravar a liberação do material.

Ele destacou que por ser ajudante de ordens tinha como atribuição resolver assuntos para Bolsonaro. Assim, não achou anormal a solicitação para que tratasse do assunto. Declarou, ainda, que não considera ter agido ilegalmente, apenas cumprido as funções que lhe cabiam.

O inquérito apura se Bolsonaro cometeu crime de peculato. Caso seja considerado culpado, pode receber sentença de dois a 12 anos de prisão.

Da Redação com Correio Brasiliense

Últimas notícias

Conselheiro do TCE-PB realiza visita institucional ao Tribunal de Justiça

O novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), o ex-deputado Taciano Diniz, realizou…

1 de abril de 2026

“Se o prefeito quiser”: Sargento Cobra ironiza gestão em CG com ‘trend’ viral e arranca risadas; assista!

O vereador Sargento Cobra publicou nas redes sociais um vídeo satírico em que critica a…

1 de abril de 2026

PSB busca manter força na bancada federal e projeta dois eleitos na Paraíba mesmo sem Gervásio Maia

A secretária estadual de Meio Ambiente, Rafaella Camaraense, afirmou ontem, terça-feira (31) que o PSB…

1 de abril de 2026

Em vídeo, jornalista revela problemas graves no atendimento da Unimed João Pessoa; VEJA

A jornalista Haryanne Arruda compartilhou nessa terça-feira (31) um vídeo nas redes sociais onde expõe…

1 de abril de 2026

Reeleita, Michelle Ramalho quer levar árbitros da Paraíba ao quadro da FIFA

Reeleita por aclamação para um novo mandato à frente da Federação Paraibana de Futebol, a…

1 de abril de 2026

Fortes chuvas provocam alagamentos, queda de árvore e transtornos no trânsito de JP

As fortes chuvas registradas em João Pessoa desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira…

1 de abril de 2026