Categorias: Política

Bolsonaro defende Feliciano e posta vídeo contra homossexual

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 O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) postou um vídeo na internet, nesta quinta-feira, em defesa do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), e com críticas a um professor, apontado por Bolsonaro como um mau exemplo para as crianças por ser homossexual.

No vídeo, o deputado afirma que Cristiano Lucas Ferreira é professor do ensino fundamental no Distrito Federal e o aponta como um dos ativistas que querem a saída de Feliciano da CDH. “É esse tipo de pessoa, com esse comportamento, que você quer nas escolas?”, diz Bolsonaro antes de um vídeo – supostamente de Cristiano no que aparenta ser um protesto contra Feliciano – em que o professor afirma sua orientação sexual. “Sou viado (sic) sim, sou viado”, diz a pessoa apontada por Feliciano como o professor.

Após repetir por diversas vezes a fala do professor, Bolsonaro mostra uma edição da participação de Cristiano em uma sessão da CDH antes de Feliciano assumir a presidência da comissão, em que a continuação do discurso dele é quebrada.

“É esse tipo de professor que você quer na escola, educando o seu filho? Isto é ou não é um estímulo à pedofilia e ao homossexualismo (sic) na primeira infância?”, diz Bolsonaro com o Plano Nacional de Promoção e Cidadania de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, feito pela Secretaria de Direitos Humanos e outros ministérios, em mãos.

Segundo ele, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, deseja criar uma cota para professoras homossexuais, e Cristiano é exemplo do risco que isso pode trazer às crianças.

No final, após a pergunta “de que lado você está”, o vídeo opõe Cristiano e políticos defensores dos direitos dos homossexuais, como o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), Erika Kokay (PT-DF), a ministra Maria do Rosário, Ivan Valente (Psol-SP) e outros, e Bolsonaro e Feliciano, apontados como defensores da “família”, dos “bons costumes” e “de nossas crianças”.

O Terra tentou contato com o professor, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta matéria.

Bolsonaro ataca cartilha e políticos
Em sessão no plenário da Câmara em 27 de março deste ano, Bolsonaro já havia atacado o Plano Nacional de Promoção e Cidadania de Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e os membros da CDH antes de Feliciano assumir a presidência da comissão. Na ocasião, o deputado disse que os protestos que pedem a saída do pastor é uma pressão feita pela presidente Dilma Rousseff (PT), que, segundo ele, “não tem compromisso nenhum com a família”.

Para embasar seu argumento, o deputado afirmou que se a presidente tivesse esse compromisso não teria nomeado a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, para o cargo. Bolsonaro chamou a ministra de “sapatona”, por conta de declarações dadas por ela ao jornal Correio Braziliense sobre sua sexualidade.
“Essa mulher (Eleonora) representa a sua mãe, Dilma Rousseff, a minha não. E nem as mulheres brasileiras”, afirmou Bolsonaro.

Citando medidas presentes no plano, Bolsonaro disse que a “inclusão da população LGBT em programas de alfabetização nas escolas públicas” são “cotas para professor homossexual na escola do ensino fundamental”. Segundo ele, a medida fará com que os alunos, principalmente os mais pobres, tenham como exemplo "um traveco”.
Para o deputado, antes de Feliciano assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Casa, ela representava um “estímulo ao homossexualismo (sic) infantil” e pedofilia, além de garantir “grana no orçamento para paradas gays”.

Bolsonaro ainda parabenizou a bancada evangélica da Câmara, e disse que entregou ao presidente da Casa, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – que chegou a pedir a saída de Feliciano do cargo – o plano, que , segundo ele, é um “bacanal do PT e da Dilma Rousseff”. “Espero que ele leia (o plano entregue) para que ele saiba o que aquela comissão representava”, disse Bolsonaro no final de seu discurso.

Falas geram repercussão na Câmara
As falas geraram a reação do líder do governo na Casa, o petista Arlindo Chinaglia (SP). Segundo ele, Bolsonaro fez ataques "absolutamente desrespeitosos e covardes à presidente" Dilma Rousseff. "Bolsonaro é um notório defensor da ditadura. Ele fez ataques absolutamente desrespeitosos e covardes à presidente, atacou a mãe dela, inclusive. Isso é de uma brutalidade, de uma covardia ímpar. Portanto, ele merece um lugar: o lixo", rebateu Chinaglia. "Não creio que alguém com uma sensibilidade mínima não tenha nojo disso", completou o petista.

Terra

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