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“Bolsonarismo flerta com o fascismo e bloqueia o pensamento”, alerta Julian Lemos

O ex-deputado federal Julian Lemos, em live no podcast Ninja Cast, voltou a fazer duras críticas ao movimento bolsonarista ao analisar o cenário político e social do país, apontando o que classificou como perda de sensibilidade social e influência de fenômenos de controle coletivo de pensamento.

Durante declaração, Lemos afirmou que o bolsonarismo não deve ser visto apenas como uma corrente ideológica, mas como um fenômeno mais profundo. “O movimento bolsonarista flerta diretamente com o fascismo. Ele não é a causa, é o sintoma de algo que já existia de forma subliminar na consciência coletiva”, disse.

O ex-parlamentar também comparou o comportamento de massas ao conceito de “parada de pensamento”, estudado pelo psiquiatra Robert Lifton, ao analisar sobreviventes de seitas. Segundo ele, esse mecanismo impede o senso crítico e compromete o debate público. “Isso gera um sistema de controle em que as pessoas deixam de refletir criticamente”, afirmou.

Ao abordar políticas sociais, Lemos criticou o discurso contrário ao Bolsa Família e destacou a diferença entre os valores destinados ao programa e os prejuízos causados por esquemas de corrupção. “O que se paga de Bolsa Família não é nem perto do que se leva em corrupção no Brasil”, declarou.

Ele também questionou a aplicação do conceito de meritocracia em um país com altos índices de desigualdade. “Como falar em meritocracia para quem nasce na extrema pobreza? Isso não é sobre ser de esquerda ou de direita, é sobre ter sensibilidade social”, pontuou.

Ainda durante a fala, o ex-deputado citou experiências pessoais em regiões de vulnerabilidade e defendeu maior atenção a políticas públicas voltadas às populações mais pobres. Para ele, o debate político precisa ir além das disputas ideológicas e considerar a realidade social enfrentada por parte significativa da população.

“Você pode não gostar de um ou de outro, mas isso não pode significar abrir mão da humanidade. O debate precisa ser feito com lucidez”, concluiu.

Redação

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