Categorias: Política

Barroso pede vista em julgamento sobre bloqueio de bens de Aécio

Seis meses após recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou e, em seguida, interrompeu o julgamento de um pedido de bloqueio de bens (arresto) do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Andrea Neves, irmã do tucano, no valor de R$ 5,686 milhões. Um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso suspendeu a análise após o ministro relator, Marco Aurélio Mello, que já havia rejeitado o primeiro pedido, votar novamente em sentido contrário.

 

Apresentado em dezembro de 2017 em segredo de justiça, o recurso da PGR é relacionado ao processo no qual ambos são réus e tem o objetivo de garantir os recursos para a reparação de "dano moral coletivo" pela prática de corrupção passiva e o pagamento de multa. Essas sanções são pedidas pela PGR para aplicação aos dois no fim da ação penal em que respondem por supostamente terem solicitado e recebido R$ 2 milhões em propina pagos por Joesley Batista, do Grupo J&F. O senador também é acusado de tentar obstruir investigações da Operação Lava Jato.

 

Embora a PGR não tenha falado no julgamento na Primeira Turma, os valores que ela informou em dezembro, quando apresentou o recurso, são de R$ 4 milhões a serem divididos por Andreia Neves e Aécio Neves, mais uma multa de R$ 1,686 milhão para cada um – o que totalizaria cerca de R$ 7,4 milhões. No julgamento, no entanto, o ministro Marco Aurélio e os advogados falaram que o valor total seria de 5,686 milhões. A PGR não confirmou os valores.

 

"O órgão acusador recuou aquele montante dos R$ 7 milhões para R$ 5 milhões e qualquer coisa. O quadro não se altera. Inexistem indicativo de que Aécio Neves e Andreia Neves estejam praticando atos destinados a obstar o ressarcimento", disse o relator Marco Aurélio.

 

Em seguida ao voto do relator, Barroso pediu vista, sem tecer maiores comentários. Defensor de Andréa Neves, o advogado Marcelo Leonardo questionou por que os outros réus do processo não foram alvo do pedido, e afirmou que, como não há suspeita de envolvimento de recursos públicos no caso, não haveria razão para aplicação de multa.

 

Defesa

O advogado Alberto Zacharias Toron, defensor do senador Aécio Neves, afirmou que não há uma consequência automática para arresto de bens de acusados quando eles se tornam réus e disse que não cabia ao MPF fazer esse pedido, e sim à Advocacia-Geral da União (AGU). Disse também que o valor pedido foi fixado "aleatoriamente" e de maneira "arbitrária".

 

"Daí se esperar com absoluta tranquilidade a confirmação da decisão agravada, que nada mais faz do que entender que não há necessidade porque não há evidência de que o acusado esteja dissipando bens", disse o advogado de Aécio.

 

Redação

Últimas notícias

Campinense vence o Treze por 1 a 0 no Amigão e assume a vice-liderança do Paraibano

O Campinense Clube venceu o Treze Futebol Clube por 1 a 0, neste domingo (8),…

8 de fevereiro de 2026

Esporte de Patos vence o Confiança-PB fora de casa e deixa a zona de rebaixamento

O Esporte de Patos conquistou uma vitória fundamental na luta contra o rebaixamento ao derrotar…

8 de fevereiro de 2026

Amigão ferve: 421º Clássico dos Maiorais pode decidir a liderança do Paraibano

Tudo pronto no estádio O Amigão em Campina Grande para o 421º Clássico dos Maiorais.…

8 de fevereiro de 2026

Novo prefeito de JP a partir de abril, Léo Bezerra defende diálogo e oposição propositiva na Câmara

O vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, que assumirá o comando da Prefeitura a partir…

8 de fevereiro de 2026

Com Podemos liberado na PB, Ruy descarta Cícero, mantém Lucas no radar e pode apoiar um nome de cada chapa em 2026

O deputado federal Ruy Carneiro (Podemos) voltou a afirmar que não existe qualquer possibilidade de…

8 de fevereiro de 2026

Muriçoquinhas leva Folia de Rua à Epitácio Pessoa nesta segunda; veja as alterações no trânsito

O desfile do bloco Muriçoquinhas, um dos mais aguardados do Folia de Rua, movimenta a…

8 de fevereiro de 2026