Se existe uma medida do governo Maranhão III que será festejada na mesma intensidade tanto por maranhistas quanto por cassistas será o fim do contrato do Estado com o Banco Real. Por um motivo muito simples: a instituição representa um dos grandes erros das administração anteriores, resultando em transtorno e dor de cabeça diária para os usuários.

Não por menos. Maranhão cometeu o pecado original e, anos depois, numa renogociação, a folha de pessoal foi mantida nas mãos do Banco Real.

O Banco Real é referência na má qualidade do atendimento, em que pese exibir nas agências placas defendendo a otimização dos serviços e satisfação do cliente como principais objetivos da instituição. O Banco Real é tão ruim que nem de saidinha de banco é vítima, porque nem bandido gosta de ser mal-atendido.

As conseqüências, claro, só poderiam refletir em mal-atendimento, insatisfação dos clientes, agências lotadas, filas intermináveis. Não são poucos, inclusive, os que ganham dinheiro vendendo senhas de filas em agências do Banco Real, formando um mercado paralelo exclusivamente resultante da ausência de respeito da instituição com os clientes.

É real: o banco é ruim mesmo. Só pra ter uma idéia, a instituição tem apenas uma máquina de atendimento automático para emissão de talão de cheques na Paraíba inteira. Eu disse uma máquina para a Paraíba inteira. E, detalhe, está quebrada há uma semana.

Note-se que as razões elencadas pela atual administração estadual para rever o contrato com o Banco Real estão acima do mal-atendimento da instituição. Supõem roubo mesmo. De acordo com o atual procurador-geral do Estado, Marcelo Weick, o Banco Real pratica as taxas mais caras do mercado, apertando o cinto do servidor público estadual como quem enforca um cachorro com corda de náilon. Está reclamando do mesmo Banco que o governador José Maranhão considerou como um bom negócio quando entregou Paraiban.

O pior é que o servidor foi obrigado a abrir uma conta-salário no Banco Real para receber a remuneração que tem direito por lei, independentemente do meio usado para o pagamento.

No Banco Real, até os servidores, alguns mais descorteses do que os outros, sabem que a instituição não tem estrutura para a demanda criada pelo Estado.
São razões de sobra para que o governo Maranhão consiga na Justiça revogar o contrato com o Banco. Para corrigir um erro próprio e dos outros.

O Real é uma ilusão. Que o funcionalismo público estadual todo torce para deixá-la. Seja de que corrente política for.
 

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