Apesar de ser composta também por integrantes da bancada que faz oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB) na Câmara Federal, alguns deputados da bancada se sensibilizaram com o “golpe” sofrido pela Paraíba e começaram a “mexer os pauzinhos” para tentar reverter o bloqueio das verbas para a conclusão do viaduto do Geisel, em João Pessoa.
Por entenderem que a obra é do Estado, do povo, e não do Governo, é que , nos bastidores, uma mobilização começa a ser iniciada.
No âmbito estadual um dos primeiros a se manifestar foi o líder do Governo, Hervázio Bezerra (PSB), que protocola amanhã, um voto de repúdio contra o ministro das Cidades, Bruno Garcia, do PSDB.
Já no âmbito federal quem se manifestou foi o deputado federal Benjamin Maranhão (SD), que é coordenador da bancada paraibana no Congresso.
Nesta segunda-feira (13), ele solicitou agendamento de audiência entre os parlamentares do Estado com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, para discutir a suspensão dos recursos de R$ 17,8 milhões ao Estado da Paraíba, que seriam destinados às obras do Viaduto do Geisel, em João Pessoa. Benjamin defende que não haja radicalização entre as partes e que a situação seja resolvida o mais rápido possível.
“Vamos conversar com o ministro e também com o Governo da Paraíba para que a situação seja solucionada sem ter que passar pela Justiça. Esse processo só atrasaria o andamento da obra, o que prejudicaria muito a população de João Pessoa que necessita da conclusão do viaduto com urgência”, disse o deputado.
Para Benjamin, o que está faltando nesse processo da suspensão de recursos é diálogo. “Temos que conversar para chegarmos a um entendimento. E esse é o nosso papel como parlamentar eleito para defender os interesses do nosso Estado. Vamos trabalhar no sentido de conseguir a liberação dessa verba para o viaduto do Geisel”, afirmou.
A notícia da suspensão dos R$ 17,8 milhões foi dada na última sexta-feira pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele disse que o dinheiro, que já tinha sido liberado ainda no governo Dilma, teria ‘sumido’ da conta do Estado.
Em nota, o Ministério das Cidades confirmou que o dinheiro tinha sido retirado porque o governo afastado teria liberado o recurso sem que a obra estivesse com o nível de medição de acordo com os critérios necessários para o recebimento do valor questionado. Conforme a nota, as obras do viaduto estão apenas com 22% dos serviços executados.
Já conforme o Governo do Estado, também em nota publicada na imprensa, as obras do viaduto já ultrapassaram mais de 50% da execução.
PB Agora








